- Carlos Alberto Parreira, ex-técnico da Seleção Brasileira, apresenta piora no estado de saúde e será submetido a cirurgia na tarde deste sábado.
- O treinador, internado na UTI desde junho, passará por procedimento cirúrgico na via aérea superior devido a complicações pulmonares.
- Parreira precisou ser sedado novamente e voltou a respirar com aparelhos, mas permanece estável segundo o boletim médico do Hospital Samaritano.
- O ex-técnico também enfrenta linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que afeta o sistema linfático e pode se espalhar para outros órgãos.
- Parreira, campeão mundial em 1994, teve evolução clínica em junho, mas voltou a necessitar de suporte respiratório com as novas complicações.
O ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira apresentou piora no estado de saúde e será submetido a uma cirurgia na tarde deste sábado (27). A informação foi confirmada em boletim médico divulgado pelo Hospital Samaritano Barra, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.
Segundo a unidade de saúde, o treinador apresentou complicações clínicas decorrentes de uma inflamação pulmonar e passará por um procedimento cirúrgico na via aérea superior.
Em nota, o hospital informou que Parreira precisou ser novamente sedado e voltou a respirar com o auxílio de aparelhos. Apesar da piora, o ex-técnico permanece estável, de acordo com o boletim médico.
Campeão do mundo com a Seleção Brasileira em 1994, Parreira está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) desde o dia 16 de junho e segue sem previsão de alta.
Internação na UTI
No último dia 23 de junho, o Hospital Samaritano havia informado uma evolução no quadro clínico do treinador. Na ocasião, Parreira estava lúcido, orientado e já conseguia respirar espontaneamente, sem auxílio de ventilação mecânica.
Com as novas complicações, ele precisou voltar a ser sedado e receber suporte respiratório.
Entenda o linfoma de Hodgkin
Parreira também enfrenta um quadro de linfoma de Hodgkin, tipo de câncer que se origina no sistema linfático, responsável por parte da defesa do organismo.
A doença se desenvolve quando um linfócito, geralmente do tipo B, sofre uma transformação maligna e passa a se multiplicar de forma descontrolada, podendo atingir outros linfonodos e tecidos ao longo do tempo. Sem tratamento, o câncer pode se espalhar para outras regiões do corpo.
Segundo especialistas, o linfoma de Hodgkin é mais frequente em homens e costuma surgir inicialmente nos linfonodos do pescoço e do tórax.