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Parreira segue internado em estado grave e com auxílio de aparelhos, diz boletim

Ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira, de 82 anos, permanece na UTI com diagnóstico de infecção pulmonar

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  • Carlos Alberto Parreira permanece internado em estado grave na UTI do Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro.
  • Ex-técnico da Seleção Brasileira apresentou infecção pulmonar e comprometimento renal, exigindo sedação e hemodiálise.
  • Parreira tem linfoma de Hodgkin, doença que se espalha por vasos linfáticos e afeta sistema imunológico.
  • Doença começa com transformação de linfócitos B em células malignas, podendo disseminar-se para outros tecidos.
  • Homens têm maior risco de desenvolver linfoma de Hodgkin, que costuma surgir em pescoço e tórax.
Carlos Alberto Parreira | Foto: Reprodução/Arquivo/CBF
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O ex-técnico da Seleção Brasileira Carlos Alberto Parreira permanece internado em estado grave na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Samaritano da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, informou a assessoria do hospital neste domingo (5).

Na última sexta-feira (3), Parreira apresentou um quadro infeccioso pulmonar com repercussão na função renal. Segundo o boletim médico, o ex-técnico precisou ser sedado novamente e voltou a respirar com auxílio de aparelhos. A complicação pulmonar também provocou a necessidade de hemodiálise.

No momento, apesar de grave, ele encontra-se estável e dependente do suporte intensivo. O acompanhamento de Parreira é realizado por um um pneumologista intensivista, além da equipe assistencial e multidisciplinar do hospital.

Parreira e o linfoma de Hodgkin

Parreira tem um quadro de linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que começa no sistema linfático, um conjunto composto por órgãos e tecidos que produzem as células responsáveis pela imunidade e vazos que conduzem células por meio do corpo.

A característica da doença é se espalhar ordenadamente, de um grupo de linfonodos para outro. A expansão ocorre por meio dos vasos linfáticos. A doença surge quando um linfócito (célula de defesa do corpo), geralmente do tipo B, se transforma em uma célula maligna, que é capaz de se multiplicar e disseminar.

Assim, a célula maligna passa a produzir, nos linfonodos, cópias idênticas, que também podem ser chamadas de clones. Essas células podem também ir para outros tecidos próximos com o passar do tempo, e se não tratadas, atingir outras regiões do corpo.

Homens costumam ter maior propensão à doença do que mulheres. E ela costuma se originar com maior frequência na região do pescoço e na região do tórax.

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