- Presidente da Fifa, Gianni Infantino, anuncia estudo para organizar Mundial sub-15 com 211 federações ainda este ano.
- Competição poderia reunir mais de 4 mil jovens jogadores, com participação de todas as federações-membro da Fifa.
- Proposta busca ampliar presença do futebol em categorias de base e aumentar receitas da entidade para desenvolvimento do esporte.
- Infantino enfrenta pressão política após apresentar projeto de empresa para gestão de direitos comerciais, que foi abandonado.
- Uefa perdeu confiança no presidente, enquanto Conmebol apoia sua permanência, segundo declarações recentes.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, revelou que a entidade estuda organizar ainda este ano um Mundial sub-15 com a participação das 211 federações filiadas à organização. A proposta foi apresentada pelo dirigente em um vídeo divulgado neste domingo, mas ainda não há informações oficiais sobre sede, datas, formato ou sistema de disputa.
Segundo Infantino, todas as 211 federações-membro seriam convidadas a participar da competição. A ideia é reunir jovens de diferentes partes do mundo em um torneio de grandes proporções e ampliar a presença do futebol entre as categorias de base.
Torneio pode reunir mais de 4 mil jogadores
A proposta se diferencia dos tradicionais torneios de base pelo número de possíveis participantes. De acordo com Infantino, a competição poderia envolver mais de 4 mil jovens jogadores caso todas as federações confirmem presença.
O presidente da Fifa também relacionou projetos de grande escala à necessidade de ampliar as receitas da entidade para direcionar mais recursos ao desenvolvimento do futebol. Segundo ele, investimentos de patrocinadores, emissoras e outras fontes de receita poderiam contribuir para viabilizar iniciativas desse tipo em diferentes regiões do mundo.
Apesar da apresentação do projeto, a Fifa ainda não divulgou detalhes sobre como seria realizada a competição, incluindo o número de partidas, duração do torneio, critérios de classificação e possíveis locais para os jogos.
Infantino enfrenta pressão política
A proposta foi apresentada em um momento de pressão política sobre Infantino. O presidente da Fifa enfrentou oposição da Uefa e de outras confederações após anunciar um projeto para criar uma empresa destinada à gestão dos direitos comerciais das principais competições da entidade, com possibilidade de participação de investidores privados.
A proposta foi abandonada poucos dias depois, após reações contrárias de diferentes setores do futebol. A situação também provocou questionamentos sobre a liderança de Infantino à frente da Fifa.
A Uefa afirmou ter perdido a confiança no dirigente, enquanto a Conmebol declarou apoio à permanência do presidente. Ao comentar o cenário, Infantino não detalhou as críticas, mas reconheceu o momento de questionamentos e afirmou estar disposto a responder às perguntas.