- Fifa condena esforços coordenados para enfraquecer a entidade e seu presidente, Gianni Infantino.
- Infantino enfrenta críticas e pedidos de renúncia após plano de investimentos privados ser abandonado.
- Proposta previa criação de subsidiária para gerenciar direitos comerciais da Copa do Mundo.
- Uefa e outros setores rejeitaram plano, que incluía participação de investidores privados.
- Relações entre Infantino e Donald Trump geraram polêmica durante a Copa do Mundo de 2026.
A Fifa condenou neste sábado (8) o que classificou como um “esforço coordenado e contínuo” para enfraquecer a entidade e seu presidente, Gianni Infantino. A manifestação ocorre em meio à controvérsia envolvendo um plano de investimentos privados da organização, que acabou sendo abandonado.
Infantino tem enfrentado pedidos de renúncia e também foi alvo de acusações publicadas por um jornal britânico de que teria feito um pagamento a uma amante quando trabalhava na Uefa, entidade que administra o futebol europeu.
“Reportagens recentes incluíram alegações sem comprovação e afirmações comprovadamente falsas sobre a Fifa e seu presidente”, afirmou a entidade em comunicado.
Plano de investimentos gerou críticas
Na semana passada, Infantino apresentou uma proposta para criar uma subsidiária avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102 bilhões), que administraria os direitos comerciais da Copa do Mundo e dos Mundiais de Clubes masculino e feminino.
A iniciativa previa a venda de uma participação minoritária dos direitos comerciais da Copa para investidores privados. Após críticas de dirigentes da própria Fifa, Infantino afirmou que havia desistido do projeto. A proposta, no entanto, desencadeou uma pressão para que o dirigente deixe o comando da entidade.
Subsidiária teria participação de investidores privados
O projeto anunciado por Infantino previa a criação da FIFA Forward Enterprise (FFE). Caso fosse implementada, a nova empresa ficaria responsável pela comercialização dos direitos comerciais da Copa do Mundo. O plano previa a participação do fundo de investimentos Thrive Capital, ligado ao empresário Joshua Kushner, segundo a proposta apresentada.
A iniciativa foi rejeitada por diferentes setores. A Uefa também se posicionou contra o projeto e anunciou um boicote às competições organizadas pela Fifa enquanto a proposta não fosse definitivamente abandonada.
Relação com Donald Trump
Ao longo da Copa do Mundo de 2026, realizada nos Estados Unidos, México e Canadá, Gianni Infantino e Donald Trump demonstraram proximidade em eventos relacionados à competição.
Antes do torneio, a Fifa criou o Prêmio Fifa da Paz, concedido ao presidente dos Estados Unidos. Trump havia manifestado publicamente o desejo de receber o Prêmio Nobel da Paz.
Fifa contesta acusações contra Infantino
Em meio à crise, a Fifa afirmou que reportagens recentes apresentaram alegações sem comprovação e informações falsas sobre a entidade e seu presidente.
Infantino também passou a ser alvo de questionamentos relacionados ao período em que trabalhou na Uefa, após acusações publicadas por um jornal britânico.