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Conmebol diz que crise em banco do Paraguai não afeta finais da Libertadores e Sul-Americana

Entidade tem US$ 14 milhões aplicados no Ueno Bank, mas garante que investimento não compromete o pagamento das premiações

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  • Crise no Ueno Bank não afeta organização das finais da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana.
  • Conmebol tem US$ 14 milhões aplicados no banco, que representa 2,5% de sua receita anual.
  • Finais dos torneios estão previstas para começar em 21 de novembro, em Barranquilla e Montevidéu.
  • Premiação total das finais soma US$ 44 milhões, com campeão da Libertadores recebendo US$ 25 milhões.
  • Crise do banco afeta futebol paraguaio, com patrocínios suspensos e manifestações de jogadores.
Crise envolvendo o banco Ueno vem gerando tensão no Paraguai | Foto: Reuters
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A crise financeira envolvendo o Ueno Bank, no Paraguai, não deve afetar a organização das finais da Copa Libertadores e da Copa Sul-Americana, segundo a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol). A entidade informou que os recursos mantidos na instituição financeira não comprometem seu fluxo de caixa nem o pagamento dos prêmios aos clubes.

A Conmebol tem US$ 14 milhões (cerca de R$ 76 milhões) aplicados no banco, que sofreu intervenção do Banco Central paraguaio e também era patrocinador da Copa Sul-Americana.

O bloqueio das contas de clientes provocou manifestações no país e repercussões políticas, incluindo a renúncia do presidente do Banco Central. Nesta quinta-feira (5), o presidente do Paraguai, Santiago Peña, também anunciou sua renúncia em meio à crise.

Investimento representa 2,5% da receita da Conmebol

Em comunicado, a Conmebol explicou que os US$ 14 milhões mantidos no Ueno Bank correspondem a um investimento de prazo fixo e não interferem na disponibilidade financeira da entidade. O valor representa aproximadamente 2,5% da receita da confederação, que já chegou a US$ 600 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões).

As finais dos dois principais torneios de clubes da América do Sul estão previstas para começar em 21 de novembro, com o confronto entre Atlético-MG e Boca Juniors, em Barranquilla, na Colômbia. Uma semana depois, Palmeiras e Estudiantes disputam o título da Libertadores, em Montevidéu, no Uruguai.

Premiação das finais soma US$ 44 milhões

Ao todo, a Conmebol prevê distribuir US$ 44 milhões (aproximadamente R$ 239 milhões) em premiações nas duas decisões.

Na Libertadores, o campeão receberá US$ 25 milhões (cerca de R$ 135 milhões), enquanto o vice-campeão ficará com US$ 7 milhões (R$ 38 milhões). Na Sul-Americana, o vencedor ganhará US$ 10 milhões (R$ 54 milhões), e o segundo colocado receberá US$ 2 milhões (R$ 11 milhões).

De acordo com a previsão da entidade, cerca de US$ 300 milhões são distribuídos em premiações ao longo de cada temporada.

Ueno é um dos patrocinadores do Cerro Porteño | Foto: Miguel SCHINCARIOL/AFP

Crise também repercute no futebol paraguaio

O Ueno Bank era um dos principais investidores do futebol paraguaio. A instituição patrocinava os dois maiores clubes do país, Cerro Porteño e Olimpia, além de dar nome ao estádio Ueno Defensores del Chaco, em Assunção.

Desde 2024, o banco também figurava entre os principais patrocinadores da Copa Sul-Americana. O contrato estava previsto para terminar no fim deste ano.

Na quarta-feira (4), a Associação Paraguaia de Futebol publicou uma nota nas redes sociais em que manifestou solidariedade às pessoas e instituições afetadas pela crise. A entidade também afirmou que “todas as competições de futebol paraguaio continuarão acontecendo com absoluta normalidade”.

Jogadores da seleção paraguaia divulgam manifesto

Atletas da seleção paraguaia que atuam fora do país, como Ángel Romero, ex-Corinthians, e Gustavo Gómez e Ramón Sosa, do Palmeiras, também divulgaram um manifesto conjunto sobre a situação.

No comunicado, os jogadores afirmaram que “dói ver milhares de famílias atravessando angústia, incertezas e preocupações” e disseram que também são “vítimas desta situação”.

O grupo ainda destacou que “nossa prioridade absoluta deve ser o povo trabalhador” e pediu “que o Governo e a Justiça atuem de maneira imediata, transparente e sem distinção”.

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