- O CEO da SAF do Vasco, Fred Luz, pede urgência na liberação de R$ 150 milhões para evitar dificuldades financeiras a partir do dia 20.
- O empréstimo está temporariamente bloqueado por uma decisão judicial que aguarda relatório de auditoria da 777 Partners.
- A falta de recursos pode causar multas, problemas na sustentabilidade da CBF e até transfer ban, além de dificultar pagamentos.
- A venda da SAF segue em andamento com uma proposta concreta que servirá como referência mínima para novas ofertas.
- O Vasco precisa reforçar o elenco e garantir o pagamento de compromissos previstos, incluindo folha salarial e obrigações judiciais.
O CEO da SAF do Vasco da Gama, Fred Luz, afirmou que o clube vive uma situação financeira delicada e pediu urgência na liberação de um empréstimo de até R$ 150 milhões. Segundo o dirigente, os recursos são necessários não apenas para reforçar o elenco na atual janela de transferências, mas também para garantir o pagamento de compromissos financeiros nos próximos meses.
Pelas projeções apresentadas por Fred Luz, a partir do próximo dia 20 o Vasco poderá enfrentar dificuldades para honrar pagamentos a atletas, agentes, clubes, tributos e credores sujeitos à recuperação judicial caso o dinheiro não seja liberado.
Pelas nossas projeções, a partir do próximo dia 20, sem esses recursos, vamos enfrentar uma situação extremamente delicada de caixa.
Segundo ele, a falta de recursos pode provocar consequências como multas, problemas no sistema de sustentabilidade financeira da CBF, dificuldades para consolidar uma nova transação tributária e até um transfer ban.
Portanto, não estamos falando apenas de contratações. Estamos falando da capacidade de cumprir compromissos que já estavam assumidos e previstos.
Vasco pode ter dificuldades para cumprir pagamentos
Fred Luz afirmou que o empréstimo de R$ 150 milhões já fazia parte do planejamento financeiro da SAF e que os recursos foram previstos para atender às necessidades imediatas do clube.
Entre os objetivos estão a manutenção do fluxo de caixa, o pagamento de compromissos correntes e da folha salarial, o cumprimento das obrigações previstas na recuperação judicial e os investimentos necessários no futebol.
O dirigente também destacou que a necessidade do novo financiamento já era conhecida pelos órgãos que acompanham o processo de recuperação judicial.
Esse empréstimo de R$ 150 milhões não surgiu agora. Ele já estava previsto dentro do nosso planejamento financeiro para atender às necessidades imediatas do Vasco.
Vasco e Paysandu pela Copa do Brasil | Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Folhapress
Justiça trava novo empréstimo de R$ 150 milhões
O pedido de empréstimo DIP de R$ 150 milhões está temporariamente impedido por uma decisão judicial. A juíza responsável pelo processo de recuperação judicial decidiu aguardar um relatório parcial de uma auditoria solicitada pela 777 Partners antes de analisar a liberação dos recursos.
O Vasco respeita a decisão, mas busca alternativas para acelerar a análise. O clube avalia apresentar um agravo ou um pedido de reconsideração.
Nesta quarta-feira (19), o Vasco também prestou contas à Justiça sobre o empréstimo DIP de R$ 40 milhões que já havia recebido.
Fred Luz afirmou ainda que o Administrador Judicial já havia se manifestado favoravelmente ao novo financiamento e que as prestações de contas referentes aos empréstimos DIP anteriores foram encaminhadas ao juízo e aos responsáveis pelo acompanhamento do processo.
Recursos também são necessários para reforçar o elenco
A situação financeira interfere diretamente no planejamento do futebol. O Vasco precisa reforçar o elenco durante a atual janela de transferências e depende de recursos para arcar com entradas previstas em contratos e outros compromissos relacionados às negociações.
Fred Luz, no entanto, reforçou que as contratações são apenas uma parte da finalidade do empréstimo.
Não estamos falando apenas de contratações. Estamos falando da capacidade de cumprir compromissos que já estavam assumidos e previstos.
CEO diz que venda da SAF segue avançando
Além da questão financeira imediata, Fred Luz afirmou que o processo de venda da SAF continua avançando.
Segundo o dirigente, existe atualmente uma proposta concreta que servirá como referência mínima para o processo competitivo. Eventuais novas propostas, portanto, terão que superar esse valor.
Fred Luz afirmou que, nas condições apresentadas atualmente, há uma perspectiva de garantir ao Vasco maior segurança financeira e condições para construir um futuro mais sólido.
O momento exige responsabilidade, transparência e também agilidade. É dessa forma que estamos trabalhando para proteger o Vasco e garantir que o clube atravesse esse período sem comprometer aquilo que estamos construindo para o seu futuro.
Confira a declaração completa de Fred Luz
Eu acho importante esclarecer ao torcedor o momento que o Vasco está vivendo e, principalmente, tratar tudo isso com muita transparência.
Esse empréstimo de R$ 150 milhões não surgiu agora. Ele já estava previsto dentro do nosso planejamento financeiro para atender às necessidades imediatas do Vasco: garantir o fluxo de caixa, honrar os compromissos correntes e a folha, cumprir os pagamentos previstos na Recuperação Judicial e também permitir que o clube faça os investimentos necessários para reforçar o futebol nesta janela.
É importante dizer também que o Administrador Judicial já havia se manifestado favoravelmente à operação. Além disso, tanto os auxiliares do juízo, quanto o próprio juízo, já receberam todas as prestações de contas relativas à destinação dos recursos obtidos através dos empréstimos DIPs anteriores.
O que aconteceu agora foi uma decisão da juíza de aguardar o relatório parcial de uma auditoria solicitada pela 777 no processo da RJ antes de autorizar a liberação dos recursos. Nós respeitamos a decisão judicial e estamos trabalhando para fornecer todas as informações necessárias e para que esse processo possa avançar o mais rapidamente possível.
Mas também precisamos deixar clara a sensibilidade do momento. O Vasco tem urgência na obtenção desses recursos. Todos os mecanismos reguladores, como o AJ, o WatchDog, o Gatekeeper, já estavam cientes dessa necessidade.
Pelas nossas projeções, a partir do próximo dia 20, sem esses recursos, vamos enfrentar uma situação extremamente delicada de caixa. Isso pode resultar no não pagamento de compromissos com atletas, agentes, clubes, tributos e dívidas sujeitas à recuperação judicial, o que pode acarretar em multas, desenquadramento no sistema de sustentabilidade financeira da CBF, na não consolidação da nova transação tributária, e transfer ban.
Portanto, não estamos falando apenas de contratações. Estamos falando da capacidade de cumprir compromissos que já estavam assumidos e previstos.
Ao mesmo tempo, o processo para a venda da SAF continua avançando e está bem encaminhado. Temos hoje uma proposta concreta que servirá como referência mínima para o processo competitivo. Isso significa que eventuais novas propostas terão que partir de um valor superior a este.
E, nas condições que temos hoje sobre a mesa, existe uma perspectiva concreta de dar ao Vasco segurança financeira e condições para construir um futuro muito mais sólido.
O momento exige responsabilidade, transparência e também agilidade. É dessa forma que estamos trabalhando para proteger o Vasco e garantir que o clube atravesse esse período sem comprometer aquilo que estamos construindo para o seu futuro.