O Atlético-PR realizou uma entrevista coletiva para explicar que o goleiro Santos usando o celular antes do jogo contra o Atlético-MG faz parte de uma campanha por conscientização no trânsito. O camisa 1 pegou o celular no minuto de silêncio, caminhou na pequena área e, quando Luiz Flavio de Oliveira apitou, ele recolocou o aparelho ao lado do gol - o árbitro não registrou nada na súmula.
A iniciativa faz parte da campanha "maio amarelo", que tem o objetivo de alertar para os riscos de mexer no celular e perder a atenção enquanto dirige. O próprio goleiro Santos e o segundo vice-presidente do clube, Marcio Lara, concederam entrevista. Além disso, o clube exibiu um vídeo com imagens de Santos e dados do trânsito, como os 400 mil acidentes por ano.
“Eu também ficaria indignado por ter levado o celular para o campo, assim como quero que fiquem indignados com quem usa no carro. Mais do que tomar um gol, você pode sofrer um acidente por causa de uma distração com o celular. Esse foi o motivo de o celular estar ali antes de começar o jogo”, afirmou o goleiro Santos.
O uso do aparelho, segundo as regras do futebol, poderia provocar o cartão amarelo. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira, porém, não viu e, por isso, não puniu o jogador. Marcio Lara explicou que o Atlético-PR não pediu autorização para a CBF (Confederação Brasileira de Futebol), mas que não temia uma punição pela importância social da campanha.
- Não foi pedido autorização justamente para que essa campanha tivesse um resultado efetivo. Mas como entendemos que isso não causou nenhum tipo de problema a nível esportivo, até porque foi feito antes de a bola rolar, não pedimos autorização. Como era uma campanha de conscientização, acreditamos que não precisaria autorização.