A Fifa aprovou uma nova regra disciplinar que endurece as punições para equipes que abandonarem partidas de forma coletiva em protesto contra decisões da arbitragem. A partir da próxima Copa do Mundo, times que deixarem o gramado poderão ser punidos com derrota por W.O.
A decisão foi oficializada durante o 76º congresso da entidade, realizado em Vancouver, no Canadá, com validação da International Football Association Board (IFAB), responsável pela regulamentação das regras do futebol.
A mudança estabelece um limite mais rígido para manifestações coletivas dentro de campo, especialmente em situações em que toda a equipe decide interromper a partida como forma de protesto.
Expulsão e derrota automática
Além da derrota por W.O. em casos de abandono coletivo, a nova regra também prevê expulsão para jogadores ou membros da comissão técnica que deixarem o campo individualmente como forma de contestação.
Segundo a Fifa, a medida busca evitar paralisações prolongadas, preservar o andamento das partidas e reforçar a autoridade da arbitragem dentro de campo.
Caso na Copa Africana influenciou decisão
A nova diretriz ganhou força após a final da Copa Africana de Nações, quando a seleção de Senegal chegou a deixar o gramado em protesto contra um pênalti marcado a favor de Marrocos.
Os jogadores retornaram após intervenção de Sadio Mané e venceram a partida na prorrogação, mas o episódio gerou forte repercussão nos bastidores do futebol africano.
Meses depois, a Confederação Africana de Futebol (CAF) reviu a decisão e declarou Marrocos como campeão da competição.
Regra também endurece punição por insultos
A Fifa também aprovou uma nova punição para jogadores que tentarem esconder insultos durante discussões em campo, cobrindo a boca com a mão.
A medida ganhou destaque após o episódio envolvendo Gianluca Prestianni e Vinícius Júnior durante uma partida da Liga dos Campeões.
Com a nova regra, qualquer atleta que utilizar esse recurso para ofender adversários poderá receber cartão vermelho de forma direta.
A decisão foi aprovada por unanimidade nesta terça-feira (28) e também passa a valer a partir da próxima Copa do Mundo, prevista para junho, seguindo recomendação da IFAB.