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Ex-mulher de Allan, do Flamengo, denuncia agressão e pede medida protetiva

Jordana Holleben registrou BO na delegacia de atendimento a mulher após chamar a polícia em seu condomínio

Jordana Holleben e o jogador do Flamengo, Allan | Fotos: Reprodução/Instagram/jordanaholleben e Gilvan de Souza / CRF
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A ex-mulher do volante Allan, Jordana Holleben, registrou queixa de agressão contra o jogador do Flamengo e revelou em suas redes sociais que obteve uma medida protetiva. Allan, que está em processo de separação litigiosa, nega as acusações. 

O incidente ocorreu na quinta-feira passada, conforme noticiado pelo jornal Extra. Allan teria invadido a casa de sua ex-mulher, após não ter sua entrada permitida antes do treino, quando foi visitar os filhos. A Polícia Militar foi acionada, mas ninguém foi detido. A PM confirmou a ocorrência em nota. 

"A Assessoria de Imprensa da SEPM informa que, nesta quinta-feira (23/1), equipe do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes) foi acionada para checar o que seria uma ocorrência de violência contra a mulher na Rua Pedro Teixeira. No local, os policiais localizaram as partes. A solicitante optou por não proceder à delegacia naquele momento". 

Jordana registrou um boletim de ocorrência na DEAM da Barra da Tijuca contra Allan, pedindo uma medida protetiva. O caso segue em sigilo. Na quarta, ela compartilhou o ocorrido nas redes sociais, visando, segundo ela, servir de exemplo para outras mulheres, mencionando "abuso psicológico e agressões verbais". 

JOGADOR NEGA ACUSAÇÕES

Allan nega as agressões e afirma que foi impedido de ver os filhos. Na quinta-feira passada, a polícia o encontrou com as crianças no condomínio. Após o caso, o jogador foi convocado pelo Flamengo e mostrou imagens que, segundo ele, provam a ausência de agressão física.

Nota da Jordana:

"Nota de esclarecimento: hoje, escrevo essas palavras com o coração partido, mas também fortalecido. Partido porque jamais imaginei que passaria por tudo o que vivi nos últimos anos. De um amor, veio o medo. De uma paixão, a solidão. De um carinho, atitudes inimagináveis. De uma tentativa de acordo, um estrangulamento financeiro. Na semana passada, não tive outra escolha senão pedir uma medida protetiva contra a pessoa com quem estive desde os 17 anos e que eu acreditava que me protegeria.

Mas, como mencionei, hoje escrevo com o coração fortalecido. Recebi a confirmação de que nós, mulheres, não estamos sozinhas. Que temos, sim, a força necessária para romper com anos de abuso psicológico, agressões verbais e para não aceitar qualquer tipo de violência. Tomo a liberdade de citar um trecho da decisão que concedeu minha medida protetiva:

'A palavra violência pode ter vários significados, sendo utilizada para definir o uso de força física, psicológica ou intelectual para obrigar outra pessoa a fazer algo contra a sua vontade, constranger, incomodar, impedir a outra pessoa de manifestar seu desejo e sua vontade ou de suportar agressões verbais que violem sua honra'.

Por mais doloroso que seja para mim escrever essas palavras, tenho certeza de que, como mãe, este é o melhor exemplo que posso dar a minha filha. Eu não consegui sair antes. E sei que talvez você, que está lendo, também sinta que não consegue. Eu precisei buscar ajuda. Dos meus amigos e da minha família. Da minha advogada e sua equipe. Da minha psicóloga. Da autoridade policial. Do judiciário que decidiu pela minha proteção, aliviando minha alma.

Que essa seja uma nova história sendo escrita. E que você, que está lendo, assim como eu, tenha a oportunidade de também escrever novos capítulos.

Por fim, afirmo que acredito na Justiça e no rigor da lei. Em respeito a minha família, por ora, não me manifestarei mais sobre esse assunto e permanecerei em sigilo até que todos os procedimentos terminem.

Obrigada pela compreensão".

Nota do Allan:

"A nota publicada (primeira notícia divulgada pelo jornal Extra) diz que, de acordo com a denúncia realizada pela ex-esposa, houve invasão da casa/domicílio em que ela está residindo com os filhos do casal. A informação não é procedente, a partir do momento que o imóvel é de propriedade do atleta. Ou seja, por direito adquirido, possui acesso, sem qualquer proibição, à mesma. Além disso, a nota cita violência física contra a ex-esposa na denúncia realizada. Não houve qualquer situação relacionada à questão, inclusive com provas de vídeo, caso sejam necessárias. Por algumas tentativas, o atleta solicitou à ex esposa visitar os filhos e as mesmas não foram respondidas. Motivo pelo qual, ele foi até seu imóvel para visitar as crianças, único motivo da presença no local".

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