O Corinthians igualou a proposta do Atlético-MG e voltou a oferecer um contrato de três anos ao meio-campista Maycon para viabilizar a compra definitiva do jogador junto ao Shakhtar Donetsk, da Ucrânia. Com as ofertas nos mesmos moldes, a decisão sobre o futuro do atleta agora está nas mãos do clube ucraniano.
Impasse contratual
A negociação entrou em impasse por causa da duração do vínculo. No ano passado, ainda sob gestão do então executivo Fabinho Soldado, o Corinthians havia encaminhado um acordo prevendo três anos de contrato. Já em 2026, com Marcelo Paz à frente do departamento de futebol, o clube tentou reduzir o vínculo para dois anos, o que não agradou ao Shakhtar.
O clube ucraniano aceita liberar Maycon sem custos imediatos, desde que mantenha 50% dos direitos econômicos do jogador. A exigência, porém, é que o novo contrato tenha duração mínima de três anos, o que ampliaria as chances de retorno financeiro em uma futura venda.
Entrada do Atlético-MG
O Atlético-MG entrou na disputa oferecendo exatamente os três anos desejados pelo Shakhtar. Diante da concorrência, o Corinthians decidiu retornar à proposta original, igualando os termos apresentados pelo clube mineiro.
Com isso, as duas ofertas estão sendo analisadas pelo Shakhtar, com quem Maycon tem contrato válido até 31 de dezembro de 2027.
O Corinthians possui uma dívida estimada em 1 milhão de euros (cerca de R$ 6,5 milhões) com o Shakhtar, referente a empréstimos anteriores do jogador desde 2022. Segundo o clube paulista, o valor é tratado separadamente e não impede a compra definitiva, embora possa pesar na decisão dos ucranianos.
Importância no elenco
A diretoria corintiana tenta manter Maycon no elenco por considerá-lo peça importante e homem de confiança do técnico Dorival Júnior. Revelado nas categorias de base do clube, o volante soma 248 jogos pelo Timão, com 18 gols, além de títulos como três Campeonatos Paulistas (2017, 2018 e 2025), um Brasileirão (2017) e uma Copa do Brasil (2025).
Atualmente, o Corinthians está impedido de registrar novos jogadores por conta de dois transfer bans, um imposto pela Fifa e outro pela CBF. A diretoria trabalha para quitar, nos próximos dias, a condenação de R$ 40 milhões junto ao Santos Laguna, do México, pela contratação do zagueiro Félix Torres, além da terceira parcela de um acordo firmado na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD).