A Confederação Brasileira de Futebol divulgou na noite deste domingo um comunicado oficial para esclarecer a expulsão de Jorge Carrascal, do Flamengo, na final da Supercopa Rei contra o Corinthians. Segundo a entidade, a decisão foi tomada após uma nova análise das imagens pelo VAR, já com os jogadores no intervalo da partida, que apontou agressão ao meia Breno Bidon.
VEJA O MOMENTO DA EXPULSAO:
Revisão das imagens pelo VAR
De acordo com a CBF, as imagens inicialmente disponíveis não apresentavam evidência conclusiva da infração, motivo pelo qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante o processo de checagem, porém, uma nova verificação permitiu identificar de forma clara a conduta violenta de Carrascal fora da disputa da bola.
“Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração”, informou a entidade em nota oficial.
Fundamento para a expulsão
Com a identificação da agressão, a equipe de VAR recomendou a revisão ao árbitro da partida, que avaliou o lance e aplicou o cartão vermelho ao jogador do Flamengo. A CBF ressaltou que o procedimento está previsto no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que permitem a intervenção em casos de conduta violenta mesmo após o reinício do jogo.
O comunicado destaca que a infração envolveu o jogador nº 15 do Flamengo contra o nº 7 do Corinthians, em um lance ocorrido com o jogo parado, circunstância que autoriza a revisão disciplinar.
Queda de energia no estádio
A CBF também informou que, durante o intervalo da final, houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio, inclusive na VOR (Video Operation Room), onde funciona a cabine do VAR. Segundo a entidade, o sistema de contingência manteve o funcionamento do VAR por cerca de 15 minutos.
Como a energia não foi restabelecida de forma imediata, a partida seguiu sem o auxílio do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo. O lance de impedimento no gol de Memphis Depay, reclamado pelo Corinthians, ocorreu aos 13 minutos da etapa final, antes da interrupção total do sistema.
Cumprimento dos protocolos
No comunicado, a CBF afirmou que a arbitragem seguiu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e treinadores das duas equipes. A Comissão de Arbitragem reforçou que todas as decisões foram tomadas de acordo com as Regras do Jogo vigentes.
“A arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida”, conclui a nota divulgada pela entidade.
VEJA O COMUNICADO DA CBF:
"A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) esclarece que a expulsão do atleta Jorge Carrascal, na partida entre Flamengo e Corinthians, pela Supercopa Rei, ocorreu após checagem das imagens disponíveis, realizada pela equipe de VAR a partir do momento do lance, e que foi concluída quando os jogadores já haviam descido para o intervalo.
Neste procedimento, foi identificada evidência de conduta violenta envolvendo o jogador nº 15 do Flamengo (Carrascal) contra o jogador nº 7 do Corinthians (Breno Bidon), em lance ocorrido fora da disputa da bola e com o jogo parado.
Inicialmente, as imagens disponíveis não apresentavam evidência conclusiva, razão pela qual o primeiro tempo foi encerrado normalmente. Ainda durante os procedimentos, uma nova checagem permitiu a identificação clara da infração, o que fundamentou a recomendação de revisão para que o árbitro pudesse avaliar e a consequente expulsar o atleta.
O procedimento adotado está amparado no Livro de Regras 2025/26 e no Protocolo do VAR da FIFA, que autorizam a intervenção do VAR em casos de conduta violenta a qualquer momento da partida, inclusive após o reinício do jogo (leia mais ao fim da nota).
A CBF informa ainda que, no intervalo da partida, houve uma queda de energia elétrica em diversos setores do estádio, inclusive na VOR (Vídeo Office Room, a Cabine do VAR).
O sistema de contingência (no-break) manteve a operação do VAR por aproximadamente 15 minutos. Como a energia na região não foi restabelecida prontamente a partida transcorreu sem o uso do VAR entre os 15 e os 34 minutos do segundo tempo.
A arbitragem cumpriu integralmente os protocolos internacionais, com comunicação aos capitães e aos treinadores das duas equipes.
A Comissão de Arbitragem reforça que todas as decisões tomadas em campo seguiram rigorosamente as Regras do Jogo, sem qualquer prejuízo técnico ou esportivo à partida.
Fundamentação Normativa
O Livro de Regras 2025/26 prevê expressamente a possibilidade de revisão após o reinício do jogo somente em situações específicas, entre elas a possível infração passível de expulsão por conduta violenta:
- Livro de Regras 2025/26 – pág. 159:
Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro pode realizar uma revisão e tomar as medidas disciplinares adequadas somente em casos de erro de identificação ou de eventual infração passível de expulsão por conduta violenta, cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.
- Livro de Regras 2025/26 – pág. 154 (Protocolo VAR – Princípios, aspectos práticos e procedimentos) – Item 1 (Princípios) – Subitem 10:
Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro não pode realizar uma revisão, exceto em casos de erro de identificação ou de uma possível infração passível de expulsão por conduta violenta, cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.
- Livro de Regras 2025/26 – pág. 75 (Regra 5) – Item 4 – “Revisões após o reinício do jogo”:
Se o jogo for paralisado e, então, reiniciado, o árbitro pode somente realizar uma revisão e tomar as medidas disciplinares adequadas em casos de erro de identificação ou de eventual infração passível de expulsão por conduta violenta, ou por cuspir, morder ou agir de forma extremamente ofensiva, insultante e/ou abusiva.
Além disso, o Livro de Regras reforça que, ao término de um tempo de jogo, ainda é possível alterar decisão relativa a incidente ocorrido antes do fim desse tempo, desde que o procedimento ocorra dentro das condições previstas:
- Livro de Regras 2025/26 – pág. 71 (Regra 5) – Item 2 (3º parágrafo):
Se, ao término de um dos tempos de jogo, o árbitro sair do campo para se dirigir à Área de Revisão do Árbitro (ARA) ou ordenar aos jogadores que retornem ao campo, continuará sendo possível alterar uma decisão relativa a um incidente ocorrido antes do fim desse tempo de jogo."