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CBF diz que Brasileirão é subvalorizado e propõe criação de liga única

Entidade apresenta plano para unificação comercial e estrutural do futebol

Taça do Campeonato Brasileiro | Foto: Reprodução/CBF
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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) apresentou, nesta segunda-feira (6), um plano para a criação de uma liga única do Campeonato Brasileiro, durante reunião com dirigentes dos 40 clubes das Séries A e B, no Rio de Janeiro. A proposta busca unificar o modelo de organização do torneio, considerado pela entidade como subvalorizado em comparação às principais ligas do mundo.

Proposta de unificação

Atualmente dividido entre dois blocos comerciais, Libra e FFU, o futebol brasileiro pode passar por mudanças estruturais nos próximos anos. A CBF propôs um cronograma para que os clubes discutam a criação da nova liga, com previsão de estatuto definido até o fim de 2026.

O calendário sugerido inclui:

  • Maio a julho de 2026: coleta de sugestões e elaboração de propostas;
  • Agosto a setembro: ajustes e aprovação;
  • Outubro a dezembro: estruturação comercial e definição do estatuto.

Diagnóstico do futebol brasileiro

Durante a reunião, a entidade apresentou um estudo comparando o Brasileirão com ligas como a Premier League, a La Liga e a Bundesliga.

Segundo a CBF, o Brasil enfrenta um “gap sistêmico” em diversos aspectos, como calendário, tempo de jogo, infraestrutura dos estádios, qualidade das transmissões, marketing, governança e sustentabilidade financeira.

A entidade também destacou que a receita do futebol brasileiro é inferior a um terço da Bundesliga, mesmo com o país tendo uma população maior e forte base de torcedores.

Apresentação de estudo reuniu 40 clubes das Séries A e B do futebol brasileiro — Foto: Marcello Neves 

Potencial de crescimento

Dados apresentados pela CBF indicam que cerca de 140 milhões de brasileiros torcem por algum clube, sendo aproximadamente 40 milhões considerados fanáticos. Apesar disso, o produto ainda é visto como subexplorado.

A avaliação é de que, antes de discutir a divisão das receitas, é necessário aumentar o valor total gerado pelo futebol, especialmente em direitos de transmissão, que atualmente têm contratos válidos até 2029.

Pontos em debate

A proposta também prevê que a futura liga discuta temas estruturais do futebol brasileiro, como:

  • Calendário e horários dos jogos;
  • Segurança e infraestrutura dos estádios;
  • Uso de gramados sintéticos;
  • Número de rebaixados, com possibilidade de redução de quatro para três;
  • Limite de jogadores estrangeiros por partida.

Outro dado destacado foi o horário das partidas: cerca de 80% dos jogos no Brasil são noturnos, enquanto em ligas europeias esse percentual é menor, o que pode impactar a presença de público nos estádios.

Próximos passos

A CBF informou que os clubes poderão apresentar sugestões até julho, dando início ao processo de construção coletiva da liga. A expectativa é que a nova estrutura traga maior organização, valorização comercial e competitividade ao futebol brasileiro nos próximos anos.

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