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Atacante do Palmeiras registra BO após confusão contra Corinthians e recusa acordo

Luighi fez exame de corpo de delito, que apontou ferimento no pescoço após suposta agressão na Neo Química Arena

Corinthians x Palmeiras teve confusão generalizada nos bastidores | Fotos: Ricardo Moreira/Zimel Press/Folhapress // Reprodução
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O atacante Luighi, do Palmeiras, registrou Boletim de Ocorrência por agressão após a confusão nos vestiários da Neo Química Arena, nesse domingo.

O jogador passou por exame de corpo de delito, que constatou um ferimento no pescoço, causado por um tapa logo após o empate sem gols com o Corinthians.

Com apoio do clube, o camisa 31 formalizou a queixa no Juizado Especial Criminal (Jecrim) da arena. Luiz Fernando dos Santos, preparador de goleiros do Corinthians e apontado como suspeito da agressão, também prestou depoimento.

Jogador recusa acordo

As autoridades chegaram a oferecer a possibilidade de encerrar o caso mediante pagamento de cestas básicas, mas a proposta foi recusada por Luighi e pelo Palmeiras, que entendem que o atleta foi vítima da agressão.

Agora, o caso será analisado pelo Ministério Público, que vai decidir se a investigação terá continuidade ou será arquivada.

Confusão entre Palmeiras e Corinthians no túnel que dá acesso aos vestiários da Neo Química Arena - Foto: Reprodução

Confusão no acesso ao antidoping

O tumulto aconteceu no momento em que Luighi se dirigia para realizar o exame antidoping após a partida. Segundo relato do árbitro Flávio Rodrigues de Souza na súmula, a confusão começou após um empurrão durante a tentativa de acesso à sala de controle de doping.

O documento aponta que um segurança ligado ao Corinthians teria impedido a passagem do jogador, o que deu início ao desentendimento.

Clubes divergem sobre agressões

O Corinthians afirmou que os jogadores Gabriel Paulista e Breno Bidon foram agredidos por seguranças do Palmeiras. Ambos chegaram a considerar o registro de ocorrência, mas o clube não deve avançar com as denúncias neste momento.

Na súmula, o árbitro afirmou não ter presenciado agressões diretas contra atletas das duas equipes. A confusão foi controlada com a intervenção de dirigentes, como Anderson Barros, e do técnico Fernando Diniz.

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