O lateral-direito do Paris Saint-Germain e da seleção do Marrocos, Achraf Hakimi, irá a julgamento sob acusação de estupro na França. A informação foi confirmada pela advogada do jogador à Agência France-Presse (AFP).
O caso teve início em fevereiro de 2023, quando promotores franceses abriram uma investigação preliminar após denúncia feita por uma jovem. Um mês depois, o atleta foi formalmente indiciado e colocado sob supervisão judicial.
Segundo o jornal norte-americano The Athletic, em agosto do ano passado a promotoria de Nanterre encaminhou o processo ao tribunal criminal, dando andamento à ação penal.
Desde o início das investigações, Hakimi nega as acusações e afirma ser vítima de chantagem.
“Hoje em dia, uma acusação de estupro basta para justificar um julgamento, mesmo quando eu a nego e tudo demonstra que é falsa”, escreveu o jogador na rede social X. “Espero com tranquilidade este julgamento, que permitirá que a verdade venha à tona publicamente”, acrescentou o internacional marroquino, de 27 anos.
Entenda o caso
O episódio que deu origem à investigação ocorreu em fevereiro de 2023. Uma mulher de 24 anos afirmou ter sido vítima de violência sexual na residência do jogador, em Boulogne-Billancourt, na região metropolitana de Paris.
A denunciante procurou a polícia no dia seguinte, mas optou por não registrar queixa formal. Ainda assim, o Ministério Público decidiu dar prosseguimento às apurações.
À época, o PSG declarou apoio ao atleta e afirmou confiar no sistema judiciário francês.
Semanas após o início do caso, a então esposa de Hakimi, a atriz Hiba Abouk, anunciou o fim do relacionamento. Ela declarou que a separação já havia sido decidida antes dos fatos investigados e pediu cautela até a conclusão do processo.
Trajetória no futebol europeu
Revelado nas categorias de base do Real Madrid, Hakimi construiu carreira no futebol europeu com passagens pelo Borussia Dortmund e pela Inter de Milão antes de se transferir para o PSG, em 2021, por cerca de 60 milhões de euros.
Pelo clube francês, conquistou quatro títulos consecutivos do Campeonato Francês e integrou o elenco campeão da Liga dos Campeões na temporada passada.
Mesmo durante o andamento do processo, o jogador seguiu atuando normalmente por clube e seleção. Disputou a Copa Africana de Nações, participou dos Jogos Olímpicos de Paris, onde conquistou a medalha de bronze, e esteve presente no Mundial de Clubes da Fifa.
Em entrevistas recentes, voltou a negar as acusações e afirmou que o episódio causou sofrimento à família.
“Sei quem sou e sei que não fiz nada. Sempre estive à disposição da Justiça”, declarou.