- Vídeos de homem fantasiado de Ghostface viralizaram na Bienal do Livro de São Paulo.
- Homem interagiu com visitantes de forma sexual no estande da editora Fruto Proibido.
- Editora nega envolvimento e afirma que ação não faz parte da programação oficial.
- Homem identificado como Yuri Gagarin nega acusações e afirma ter ido voluntariamente.
- Comportamento gerou debate sobre limites entre fantasia e interação em espaço público.
Vídeos de um homem fantasiado de Ghostface, personagem da franquia Pânico, viralizaram durante a Bienal do Livro de São Paulo. Nas imagens, ele aparece beijando visitantes, abraçando, colocando pessoas no colo e fazendo interações de teor sexual no estande da editora Fruto Proibido, especializada em dark romance.
O gênero aborda, na ficção, relações marcadas por temas como obsessão, violência, abuso, perigo e relações intensas. Mas o que aconteceu na Bienal levantou uma discussão diferente: os limites dessas interações em um evento aberto a pessoas de diferentes idades.
A POLÊMICA
Inicialmente, algumas pessoas acreditaram que se tratava de uma ação da editora. A Fruto Proibido, porém, afirmou que não contratou nem convidou o homem e que ele apareceu espontaneamente no estande.
A Bienal notificou a editora e informou que a ação não fazia parte da programação oficial. A organização também afirmou que não compactua com comportamentos inadequados e reforçou seu compromisso com um ambiente seguro e respeitoso para o público.
QUEM ERA O GHOSTFACE?
O homem por trás da máscara foi identificado como Yuri Gagarin, de 30 anos. Segundo sua defesa, ele foi ao evento voluntariamente para produzir conteúdo e negou as acusações que passaram a circular nas redes sociais.
É importante separar as coisas: gostar de dark romance não é o problema. A discussão está nos limites entre uma fantasia ficcional e o comportamento em um espaço público, especialmente quando o evento recebe pessoas de diferentes idades, incluindo meninas menores de idade.
O Ghostface não está mais na bienal do livro, no entanto o comportamento do influenciador tem acusado debates nas redes sociais.