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Foto de crianças de Bacabal em resgate nos EUA é feita por IA, diz advogada da família

Imagem vem sendo compartilhada como se mostrasse Ágatha e Allan durante uma operação de resgate nos Estados Unidos

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  • Imagem atribuída a crianças desaparecidas foi criada por inteligência artificial, segundo advogada da família.
  • Interpol oferece apoio ao caso e promove cooperação internacional para investigação dos desaparecidos.
  • Operação nos EUA resgatou 163 crianças, mas não há confirmação de que Ágatha ou Allan estejam entre elas.
  • Menino hospitalizado foi localizado, mas não há comprovação de que seja Allan ou Ágatha Isabelly.
  • Casos permanecem sem respostas, com investigação em andamento e novas possibilidades de resgate.
Imagem falsa mostra Ágatha e Allan durante uma operação de resgate nos Estados Unidos | Foto: Reprodução
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Uma fotografia que circula nas redes sociais e vem sendo atribuída aos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos desde janeiro em Bacabal, no Maranhão, foi produzida por inteligência artificial (IA), segundo a advogada da família, Nathaly Moraes.

A imagem passou a ser compartilhada como se mostrasse os irmãos durante uma operação de resgate e chegou a ser relacionada às novas informações envolvendo a possibilidade de crianças brasileiras terem sido encontradas no exterior. No entanto, segundo a advogada, a fotografia não é uma imagem real

“Essa foto é IA. Apenas a do menino hospitalizado que é real”, afirmou Nathaly, em declaração exclusiva a esta coluna.

Foto: Reprodução

A ressalva, porém, é importante: embora a fotografia do menino hospitalizado seja real, não há confirmação de que a criança retratada seja Allan ou Ágatha. Segundo a defesa, essa foi a única imagem que despertou uma suspeita concreta e passou a ser considerada no contexto das novas diligências internacionais.

Interpol passa a apoiar o caso

O desaparecimento dos irmãos ganhou uma nova frente de investigação nos últimos dias. A Interpol passou a oferecer apoio ao caso e colocou ferramentas de cooperação internacional à disposição da família e das autoridades brasileiras. A informação foi comunicada à advogada Nathaly Moraes. 

Foto: Reprodução

A movimentação ocorre após a defesa buscar novas possibilidades de investigação diante da ausência de respostas sobre o paradeiro das crianças. Segundo informações divulgadas nesta quarta-feira (9), está prevista uma reunião da advogada com o chefe do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal, em São Luís. 

163 crianças resgatadas 

A frente internacional ganhou força depois que surgiram informações sobre crianças resgatadas nos Estados Unidos. Uma operação realizada na Flórida, chamada Statewide Shield, resultou no resgate de 163 crianças e adolescentes. A possibilidade de que alguma das vítimas pudesse ser uma criança brasileira fez com que familiares buscassem apoio das autoridades para verificar a identidade dos resgatados. Até o momento, não existe confirmação oficial de que Ágatha ou Allan estejam entre essas crianças. 

Foto: Reprodução/Operação de resgate nos EUA

O desaparecimento

Ágatha Isabelly e Allan Michael desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026, no quilombo São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal. Os dois estavam acompanhados do primo Anderson Kauã, então com 8 anos.

O menino foi localizado dias depois, debilitado, em uma área de mata. Ele recebeu atendimento médico e posteriormente ajudou as equipes a indicar o caminho percorrido pelo grupo antes do desaparecimento. As buscas mobilizaram forças de segurança, Exército, Marinha, bombeiros, policiais, cães farejadores, aeronaves e drones. 

Foto: Reprodução/Irmãos desaparecidos

Mesmo após uma grande operação de buscas pela mata e por trechos do Rio Mearim, os irmãos não foram encontrados. Em janeiro, as autoridades informaram que a área indicada nas investigações havia sido amplamente vasculhada sem a localização de vestígios que levassem às crianças. (CNN Brasil) O caso permanece sem uma resposta definitiva sobre o paradeiro de Ágatha e Allan.

Uma imagem que exige cautela

A imagem não deve ser apresentada como registro dos irmãos, já que, segundo a própria defesa, trata-se de uma montagem produzida por inteligência artificial. Da mesma forma, a fotografia do menino hospitalizado, embora seja uma imagem real, ainda não permite afirmar que se trata de Allan. A identificação depende de procedimentos oficiais e de elementos que possam ser confrontados pelas autoridades.

Até o momento, portanto, a única certeza é que os irmãos continuam desaparecidos e que a investigação ganhou uma nova frente de cooperação internacional com a participação da Interpol.

*** As opiniões aqui contidas não expressam a opinião no Grupo Meio.
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