Luana Piovani revelou durante o videocast ‘Conversa vai, conversa vem’, do ‘O Globo’, que decidiu se aproximar das religiões de matriz africana e agora se identifica como ''evangélica macumbeira’’. ‘
''Acabei de me tornar macumbeira e estou muito feliz e orgulhosa. Sou fofa de nascida, mas de criada sou Iansã’’, iniciou.
Em seguida, a atriz detalhou o processo. ''Sou virginiana, adoro ciclos terminados. Observo meu entorno: sou brasileira, tudo que é de matriz africana me interessa, é meu povo, minha música, meu DNA. Fui crescendo e virando cada vez mais cidadã. Existir é político e eu fui vendo que está tudo errado. Fui para Salvador, era a hora de eu ir num terreiro e me aproximar de algo com que me identifico tanto. Para mim, a espiritualidade é lógica pelo viés do bem, do amor, da natureza, a grande deusa’’, seguiu.
Durante a entrevista, Piovani disse que se aproximou da religião evangélica por causa de sua avó. ''Minha avó, que me levou para a Igreja Adventista do Sétimo Dia, deve estar dando volta no caixão. Li a Bíblia, fui para Israel, sempre gostei muito da cultura judaica por conta do Velho Testamento. Religião é reverenciar e respeitar a natureza, os seres humanos, a diversidade, pregar o amor. Deus é amor. Seja os diferentes nomes que possa ter’’, destacou.
A artista não poupou críticas aos evangélicos. ''O evangélico de hoje é o que há de pior no ser humano. Virou o protótipo de um ser desprezível. De alguém que não respeita a diferença, um viés diferente do mesmo amor. Virou uma indústria política. Minha avó deve estar chorando lágrimas de sangue’’, completou.