- Ex-BBB Marcos Harter é investigado por discriminação política em vaga de emprego.
- MPE denuncia médico e empresa por violação de normas eleitorais e éticas.
- Justiça Eleitoral do Mato Grosso prorroga prazo para resposta dos envolvidos.
- CFM puniu Harter por infrações éticas relacionadas ao atendimento de pacientes.
- Médico afirma respeitar o CFM e destacar ética em sua prática profissional.
O ex-BBB Marcos Harter entrou na mira do Ministério Público Eleitoral (MPE) após excluir petistas de uma vaga de emprego em sua clínica.
O MPE registrou uma denúncia na Justiça Eleitoral contra o médico e sua empresa no Mato Grosso. O caso teve início após ele anunciar uma vaga para instrumentador cirúrgico com uma restrição: “Não pode ser petista”.
Segundo a procuradoria eleitoral, a atitude de Hater configura uma infração às normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que proíbem o assédio moral e eleitoral contra funcionários. O órgão também considera a conduta uma forma de discriminação político-ideológica e de uso do poder patronal para intimidar trabalhadores.
No pedido, o MPE solicitou a retirada do anúncio das redes sociais. Em caso de descumprimento da determinação, poderá ser aplicada uma multa de R$ 5 mil.
Com o registro do caso, a Justiça Eleitoral do Mato Grosso concedeu um prazo de 48 horas para que os advogados de Marcos e da empresa apresentem um posicionamento formal sobre as denúncias.
PUNIÇÃO DO CFM
Em maio deste ano, Marcos Harter recebeu uma punição do Conselho Federal de Medicina por infrações ao Código de Ética Médica relacionadas à responsabilidade profissional e ao atendimento de pacientes. O órgão concluiu que o médico infringiu os artigos 1º, 23 e 32 do Código de Ética Médica.
Em nota, o médico afirmou ter recebido “com serenidade” a divulgação das informações sobre o procedimento ético-profissional em andamento no CRM-MT. Ele disse respeitar o CFM e os conselhos regionais, afirmou que sempre exerceu a medicina de forma ética e disse ver “preocupação específica” na condução do caso pelo corregedor do CRM-MT, Magno Cezar, relator do processo.