A atriz e auxiliar de restaurante Roberta Santana, que é uma mulher trans, denunciou que foi vítima de transfobia cometida por Cássia Kiss dentro de um banheiro feminino em shopping do Rio de Janeiro.
Nas redes sociais, ela compartilhou o vídeo e relatou como tudo aconteceu. Roberta disse que vai tomar medidas judiciais e policiais contra a ex-global.
‘’Pensei muito antes de postar por não queria me expor assim dessa maneira, tô sentindo vergonha por lembrar do momento exato onde fui vítima de transfobia no banheiro que frequento todos os dias, no lugar onde trabalho. Eu estava chegando no Barra Shopping pra trabalhar como toda sexta feira eu faço (nessa escala 6x1 que tem que acabar logo) mas enfim o assunto não é esse hoje. Fui vítima de transfobia, a autora desse crime de ódio, a atriz Cássia Kiss’’, iniciou.
‘’Assim que eu entrei no banheiro ela estava atrás de mim aguardando a fila, e começou os ataques, ouvi coisas absurdas, entrei em uma das cabines e ao sair ela continuava falando coisas horríveis, e questionando minha presença no banheiro com uma das funcionárias’’, seguiu.
‘’Ouvi ela dizer que o Brasil estava perdido porque tinha ‘homem’ no banheiro, que não tinha uma placa ali autorizando minha entrada, coisas absurdas e deploráveis. Nunca me senti tão constrangida em toda minha vida, e quando eu falei que ela tinha que respeitar uma travesti no banheiro feminino ela perguntou se eu estava assumindo que era homem. Minha única reação nessa situação foi pegar meu celular pra gravar, Onde ela ainda diz que ela não usa o banheiro masculino pra eu estar ali, banheiro que é meu por direito. Quero procurar ajuda pra tomar medidas sobre esse caso’’, concluiu.
ATRIZ SERÁ DENUNCIADA AO MP
Após o caso ganhar repercussão, o deputado estadual suplente por São Paulo e presidente da Associação do Orgulho LGBTQIAPN+, Agripino Magalhães Júnior, afirmou que vai denunciar Cássia Kiss ao Ministério Público.
“Não é aceitável relativizar práticas que reforçam a LGBTQIAPN+fobia. Todo preconceito é violência. A Justiça precisa atuar para que nossas vidas não sejam tratadas como objeto de escárnio”, afirmou.