- Cantor Alexandre Pires é investigado por esquema de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica em Roraima.
- Empresários Diego e Matheus Possebon são acusados de liderar organização criminosa envolvida na exploração ilegal de cassiterita.
- Grupo falsificava laudos químicos e vendia areia e pó de brita como minerais legais, causando prejuízo de US$ 48 milhões.
- Empresa do cantor recebeu R$ 4,4 milhões, enquanto fluxo total identificado na operação chegou a R$ 31 milhões.
- Recursos eram enviados ao exterior e retornavam ao Brasil por meio de operações fraudulentas e contas de terceiros.
O cantor Alexandre Pires foi alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (23), que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica relacionado à exploração ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima.
Além do artista, a PF também cumpriu mandados contra os empresários Diego Possebon e Matheus Possebon. Segundo a investigação, Matheus era empresário de Alexandre Pires e é irmão de Diego, apontado pelos investigadores como líder e principal operador da organização criminosa.
A suspeita é de que o grupo atuava na comercialização de cassiterita retirada ilegalmente da região indígena e utilizava mecanismos para ocultar ou dissimular a origem dos recursos obtidos com a atividade.
O ex-vocalista do Só Pra Contrariar e a empresa ligada a ele aparecem, segundo a investigação, no Núcleo Financeiro da organização investigada. A suspeita é de que ambos tenham sido utilizados para fracionar, ocultar e dissimular recursos provenientes do esquema envolvendo a comercialização ilegal de cassiterita.
De acordo com o levantamento financeiro feito pelos investigadores, a empresa do cantor teria recebido R$ 4.434.050,00 de contas relacionadas ao grupo. Ao todo, o fluxo financeiro cruzado identificado na apuração alcança R$ 31.035.050,00.
Segundo a investigação, o grupo teria criado uma estrutura para simular a continuidade das operações e manter o recebimento de pagamentos antecipados.
Em armazéns de Manaus (AM), os investigados teriam apresentado areia e pó de brita como se fossem produtos minerais comercializados legalmente, acompanhados de laudos químicos que, de acordo com a apuração, teriam sido falsificados. A fraude é apontada como responsável por um prejuízo estimado em US$ 48 milhões.
Ainda conforme a investigação, parte dos recursos era enviada ao exterior e posteriormente retornava ao Brasil por meio de operações conhecidas como dólar-cabo e de contratos considerados fictícios pelos investigadores. Os valores teriam sido pulverizados entre contas de familiares, empresas de fachada, conhecidos e intermediários sem atuação comprovada no setor de mineração.
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O cantor Alexandre Pires foi alvo de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta quarta-feira (23), que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e falsidade ideológica relacionado à exploração ilegal de cassiterita na Terra Indígena Yanomami, em Roraima. A fraude é apontada como responsável por um prejuízo estimado em US$ 48 milhões.
Além do artista, a PF também cumpriu mandados contra os empresários Diego Possebon e Matheus Possebon. Segundo a investigação, Matheus era empresário do pagodeiro e é irmão de Diego, apontado pelos investigadores como líder e principal operador da organização criminosa.
A suspeita é de que o grupo atuava na comercialização de cassiterita retirada ilegalmente da região indígena e utilizava mecanismos para ocultar ou dissimular a origem dos recursos obtidos com a atividade.
O ex-vocalista do Só Pra Contrariar e a empresa ligada a ele aparecem, segundo a investigação, no Núcleo Financeiro da organização investigada. A suspeita é de que ambos tenham sido utilizados para fracionar, ocultar e dissimular recursos provenientes do esquema envolvendo a comercialização ilegal de cassiterita.
De acordo com o levantamento financeiro feito pelos investigadores, a empresa do cantor teria recebido R$ 4.434.050,00 de contas relacionadas ao grupo. Ao todo, o fluxo financeiro cruzado identificado na apuração alcança R$ 31.035.050,00.