Em janeiro, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do primeiro estudo clínico de fase 1 com a polilaminina. O objetivo inicial é avaliar a segurança da substância em cinco pacientes adultos com lesão medular torácica aguda completa.
Nesta etapa, não se analisa a eficácia do tratamento, mas apenas possíveis efeitos adversos e reações indesejadas. O mecanismo de ação do produto ainda não está totalmente esclarecido, segundo a própria agência reguladora.
A polilaminina é produzida a partir da laminina, proteína extraída da placenta humana, que passa por um processo de polimerização. A aplicação é feita em dose única, diretamente na área lesionada durante procedimento cirúrgico.
Apesar da repercussão, o tratamento permanece em fase inicial de testes em humanos. Não há comprovação científica de eficácia, e seu uso fora de protocolos autorizados não é permitido no país.