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Pesquisa revela idade em que a Geração Z aponta o envelhecimento

Estudo com mais de 4 mil pessoas revela como jovens percebem a velhice

Pesquisa revela idade em que a Geração Z aponta o envelhecimento | Foto: iStock
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Uma pesquisa realizada com mais de 4 mil pessoas no Reino Unido revelou a idade em que a Geração Z considera que uma pessoa começa a envelhecer. O levantamento, promovido pelo Centre for Ageing Better, mostrou que os jovens acreditam que o envelhecimento começa bem antes do que pensam gerações mais velhas, evidenciando diferenças na forma como cada faixa etária enxerga a passagem do tempo.

O estudo faz parte da campanha Age Without Limits (“Idade sem limites”, em tradução livre) e analisou a percepção de diferentes gerações sobre o envelhecimento e a velhice.

Estudo com mais de 4 mil pessoas revela como jovens percebem a velhice - Foto: Freepik

Diferença entre gerações

De acordo com os dados, os Baby Boomers, pessoas nascidas entre 1946 e 1964, acreditam que a velhice começa apenas aos 67 anos.

Já para a Geração Z, formada por pessoas nascidas aproximadamente entre meados dos anos 1990 e 2010, o processo começa muito antes. Segundo os jovens entrevistados, personalidades conhecidas que têm cerca de 62 anos, como Michelle Obama, Brad Pitt e Lisa Kudrow, já estariam oficialmente entrando na fase considerada de envelhecimento.

Para esse grupo, nessa idade começam a surgir sinais de declínio cognitivo.

Percepção sobre comportamento e tecnologia

A pesquisa também apontou outros marcos simbólicos relacionados à percepção do envelhecimento entre os mais jovens. Segundo os entrevistados da Geração Z, a dificuldade de adaptação às novas tecnologias começaria por volta dos 59 anos.

Além disso, o levantamento indica que, aos 56 anos, muitas pessoas já não seriam vistas como adequadas para acompanhar tendências mais recentes da moda, de acordo com a visão dos participantes mais jovens.

Michelle Obama, Brad Pitt e Lisa Kudrow já chegaram na categoria de 'mais velhos' para a geração mais jovem — Foto: Reprodução

Preocupação com o envelhecimento

O estudo também identificou que muitos jovens demonstram preocupação com a própria velhice.

Entre os participantes da Geração Z, com idades entre 18 e 29 anos, cerca de um quinto afirmou não acreditar que terá boa aparência quando for mais velho.

Além disso, um quarto dos entrevistados disse não esperar ter muitos familiares ou amigos por perto na velhice, enquanto 27% afirmaram não acreditar que terão boa saúde quando envelhecerem.

Visão sobre pessoas mais velhas no trabalho

Apesar dessas preocupações, os dados indicam que a Geração Z tende a ter uma visão relativamente positiva sobre o papel de pessoas mais velhas no mercado de trabalho.

Os jovens entrevistados demonstraram maior tendência a considerar profissionais mais experientes como trabalhadores valiosos, em comparação com participantes das gerações mais antigas.

Debate sobre preconceito etário

O objetivo da pesquisa foi chamar atenção para o preconceito relacionado à idade, conhecido como etarismo, que pode aparecer em diferentes áreas da sociedade.

Uma das coordenadoras da campanha destacou que a percepção negativa sobre envelhecer muitas vezes é reforçada por mensagens culturais e sociais.

“O que frequentemente observamos em relação às crenças sobre idade e envelhecimento é uma preocupação real em envelhecer. E então, à medida que atingimos esses marcos, para muitos, os medos e preocupações em relação a essa idade se dissipam um pouco com a realidade. Ser submetido a uma enxurrada de mensagens preconceituosas sobre a idade ao longo de nossas vidas, com crianças de apenas dez anos querendo comprar maquiagem antienvelhecimento, por exemplo, dá às pessoas uma visão indevidamente pessimista de como será envelhecer”, afirmou Katherine Crawshaw, co-líder da campanha.

Outra coordenadora do estudo destacou que as percepções sobre o envelhecimento são mais complexas do que aparentam.

“Adotamos uma visão simplista do preconceito etário e poderíamos supor que as gerações mais jovens tendem a ter opiniões mais depreciativas em relação à terceira idade; entretanto, a realidade é muito mais complexa do que isso, como mostram nossas pesquisas mais recentes”, afirmou Harriet Bailiss, co-líder da campanha.

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