Enquanto o mel comum pode ser encontrado por algumas dezenas de reais nos supermercados, uma variedade produzida na Turquia chama atenção pelo preço extremamente elevado. O chamado Centauri Honey já foi comercializado por cerca de 10 mil euros — aproximadamente R$ 60 mil — e entrou para o Guinness World Records como um dos méis mais caros já vendidos no mundo.
Produção ocorre em cavernas nas montanhas turcas
O valor elevado está ligado principalmente à raridade e à dificuldade de produção. O mel é coletado em cavernas situadas em regiões montanhosas da Turquia, a cerca de 2.500 metros de altitude. As colmeias são formadas por abelhas da espécie Apis mellifera, utilizada na maior parte da produção mundial de mel.
Para alcançar os favos, equipes especializadas entram nas cavernas e descem por formações rochosas até localizar as colmeias. A retirada é feita em pequenas quantidades, o que torna o produto ainda mais exclusivo.
Produção anual é extremamente limitada
Dependendo da safra, a produção anual do Centauri Honey varia entre 10 e 15 quilos. Os potes costumam ser numerados e vendidos em edições limitadas diretamente aos compradores.
O Centauri Honey apresenta coloração escura e sabor mais intenso e amargo em comparação aos méis tradicionais. Segundo produtores citados pelo portal The Times, o produto possui altas concentrações de minerais e compostos naturais, como:
- magnésio;
- potássio;
- fenóis;
- flavonoides;
- antioxidantes.
Produção é coordenada por apicultor turco
A produção do mel raro é coordenada pelo apicultor turco Ahmet Eren Çakır. De acordo com dados do United States Department of Agriculture, o mel comum é composto por cerca de 80% de açúcares. Essa alta concentração ajuda a explicar por que o alimento pode permanecer conservado por longos períodos.
Recipientes encontrados em escavações arqueológicas indicam que o mel pode se manter preservado por séculos quando armazenado em condições adequadas. Além dos açúcares, o mel contém pequenas quantidades de vitaminas, minerais e compostos com atividade antimicrobiana.
Mesmo assim, especialistas alertam que muitos dos benefícios atribuídos ao alimento ainda dependem de mais estudos científicos para comprovação.