O micro-ondas se tornou um aliado importante na rotina de quem precisa de praticidade na cozinha. O aparelho permite aquecer, cozinhar e descongelar alimentos em poucos minutos, além de ser útil para preparar itens como pipoca, gratinar receitas (em modelos com grill) e até esterilizar utensílios.
Apesar da praticidade, o uso do equipamento ainda gera dúvidas, especialmente sobre segurança e possíveis riscos à saúde. Entre os questionamentos mais comuns estão quais materiais podem ser levados ao micro-ondas e se o uso frequente do aparelho pode causar doenças, como o câncer.
Especialistas apontam que o principal cuidado está na escolha dos recipientes. Alguns materiais podem liberar substâncias nocivas ou até provocar acidentes domésticos quando expostos às ondas eletromagnéticas do aparelho.
Materiais que não devem ir ao micro-ondas
O isopor (poliestireno) é um dos itens que devem ser evitados. Quando aquecido, pode liberar estireno, substância que pode se transformar em compostos potencialmente cancerígenos e associados a efeitos metabólicos.
O papel-filme (PVC) também exige atenção. Quando não possui certificação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, pode favorecer a contaminação dos alimentos. Mesmo as versões autorizadas podem derreter com o calor, especialmente por serem muito finas.
Já o alumínio e outros metais não devem ser utilizados no micro-ondas. Por serem bons condutores de energia, podem gerar faíscas, superaquecimento e até incêndios, além de interferirem no funcionamento do aparelho.
Micro-ondas causa câncer?
A ideia de que o uso do micro-ondas aumenta o risco de câncer é considerada um mito, desde que o equipamento esteja em conformidade com as normas de segurança. Aparelhos certificados pelo Inmetro seguem padrões que garantem o uso seguro da radiação para aquecimento de alimentos.
Quais materiais são seguros
Recipientes de vidro e cerâmica são os mais indicados para o uso no micro-ondas. Esses materiais não liberam substâncias na comida quando aquecidos, mantendo a segurança dos alimentos.
Plásticos próprios para micro-ondas também podem ser utilizados, desde que tenham indicação do fabricante. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, os níveis de migração de substâncias como o BPA ficam abaixo dos limites considerados seguros.
Para substituir o papel-filme, a recomendação é usar recipientes com tampa apropriada para micro-ondas, posicionada de forma parcial para permitir a saída de vapor.
Cuidados importantes no uso
Ferver água pura no micro-ondas pode ser perigoso. O aquecimento ocorre de dentro para fora, e a ausência de bolhas visíveis pode levar a uma ebulição repentina, causando respingos ou pequenas explosões ao movimentar o recipiente. O ideal é limitar o aquecimento a cerca de 60 segundos.
A perda de nutrientes nos alimentos também pode ocorrer no micro-ondas, mas isso não é exclusivo do aparelho. Outros métodos de preparo, como fogão e forno, também provocam alterações. Em alguns casos, por ser mais rápido, o micro-ondas pode até preservar melhor certos nutrientes.