- Miguel de Zubiría defende limites saudáveis na relação entre casal e familiares.
- Família deve respeitar autonomia do casal em decisões íntimas e financeiras.
- Comportamentos controladores podem prejudicar a relação e gerar conflitos.
- Autoconhecimento ajuda casais a definir expectativas e estabelecer limites.
- É necessário distinguir conselhos de imposições para manter a autonomia do casal.
O psicólogo Miguel de Zubiría, criador da Pedagogia Conceitual e da Psicologia do Autoconhecimento, defendeu a importância de estabelecer limites saudáveis na relação entre o casal e seus familiares. Segundo ele, a interferência da família não deve determinar decisões íntimas, financeiras ou relacionadas à convivência dos parceiros.
Participação da família deve respeitar a autonomia
O especialista destacou que os familiares podem contribuir com experiências e orientações sobre economia doméstica, criação dos filhos e projetos futuros. No entanto, ressaltou que o casal precisa manter autonomia para decidir sobre a própria vida.
Para Zubiría, o problema começa quando as recomendações familiares se transformam em ordens que retiram o poder de decisão dos parceiros.
Comportamentos controladores podem prejudicar a relação
Entre as atitudes que podem representar interferência negativa, o psicólogo citou o menosprezo a um dos parceiros, a pressão para tomar decisões sobre a convivência, a intromissão em questões financeiras e a exigência de aprovação familiar para manter o relacionamento.
De acordo com o especialista, esses comportamentos podem ter raízes culturais e dificultar a construção de uma relação baseada no respeito mútuo.
Autoconhecimento ajuda a estabelecer limites
Zubiría aconselhou os casais a recorrerem ao autoconhecimento para definir expectativas, compreender as contribuições de cada parceiro e avaliar periodicamente os aspectos positivos e as dificuldades da relação.
Essa reflexão, segundo ele, permite identificar interferências externas e construir respostas conjuntas, fortalecendo a parceria e a autonomia do casal.
O psicólogo ressaltou que é necessário distinguir receber conselhos de aceitar imposições. Os pais podem compartilhar opiniões, experiências e recomendações, mas não devem transformar suas orientações em obrigações sobre as decisões dos filhos.
(Com informações do O Globo)