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Aluna e orientadora morrem, e Universidade tem 1ª defesa póstuma de doutorado

Tese, que une dança, atividades ligadas à natureza, meio ambiente e sustentabilidade, foi desenvolvida pela pesquisadora Carla Vendramin e pela professora Silvia Geraldi

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  • Unicamp realiza primeira defesa póstuma de doutorado após morte da pesquisadora Carla Vendramin e sua orientadora Silvia Geraldi.
  • Tese sobre compostagem como prática performativa foi depositada por Carla antes de sua morte em janeiro de 2024.
  • Defesa ocorreu na Casa do Lago, com performances de dança e leituras da pesquisa, homenageando Carla e Silvia.
  • Professora Marisa Lambert assumiu etapas finais e destacou o impacto da pesquisa e da homenagem coletiva.
  • Evento reuniu cerca de 60 pessoas, presencial e online, em homenagem às pesquisadoras falecidas.
Carla Vendramin (à esquerda) e Silvia Geraldi (à direita): responsáveis pela pesquisa | Foto: Reprodução/ Redes sociais
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A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) realizou sua primeira defesa póstuma de doutorado após a morte da pesquisadora e de sua orientadora antes da realização da banca.

A tese “Compostagem como prática performativa: processos imersivos em dança e permacultura” foi desenvolvida pela pesquisadora Carla Vendramin e orientada pela professora Silvia Geraldi. Carla morreu em janeiro de 2024, aos 51 anos, enquanto Silvia faleceu em julho de 2025, aos 61.

Carla havia depositado a tese pouco antes de morrer. Silvia decidiu dar continuidade aos procedimentos para que a pesquisa pudesse ser publicada e disponibilizada no repositório da universidade. Com a morte da orientadora, porém, a Unicamp precisou estabelecer um novo procedimento interno para viabilizar a defesa.

A professora Marisa Martins Lambert assumiu as etapas finais. “Acho que o mais importante é honrar essas pessoas que realizaram essa pesquisa”, afirmou.

Defesa reuniu arte e homenagem

Realizada na Casa do Lago, do Instituto de Artes da Unicamp, a banca ganhou um formato diferente do convencional. Professores, familiares e amigos participaram de performances de dança e leituras de trechos da pesquisa.

A apresentação também reuniu flores, bambus e narizes vermelhos em referência à palhaça “Malagueta”, personagem que fez parte da trajetória artística de Carla.

O estudo relaciona dança, permacultura, agrofloresta e outras práticas corporais à reflexão sobre sustentabilidade, biodiversidade e a relação das pessoas com o meio ambiente.

Segundo Marisa Lambert, cerca de 60 pessoas acompanharam a defesa, divididas entre participação presencial e on-line. “Teve um coletivo muito grande que estava ali para homenagear essas pesquisadoras. Acho que isso é marcante”, destacou.

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