- Policia Civil investiga morte de zelador em Fortaleza atribuída ao Comando Vermelho.
- Corpo de Jonaty Braga foi encontrado em diferentes pontos da Capital do Ceará.
- Ministério Público denuncia três pessoas por homicídio e corrupção de menores.
- Cellular da vítima ajudou a identificar participantes do crime e localizar corpos.
- Investigação aponta envolvimento de facção e possível "tribunal do crime".
A Polícia Civil do Ceará investiga a morte de um zelador que trabalhava em uma pizzaria na Avenida Beira-Mar, em Fortaleza. Segundo as investigações, Jonaty Braga Uchoa foi assassinado em uma ação atribuída a integrantes do Comando Vermelho, e partes do corpo foram encontradas em diferentes pontos da Capital.
Três pessoas foram denunciadas pelo Ministério Público do Ceará por suspeita de envolvimento no homicídio. A denúncia aponta crimes de homicídio, ocultação de cadáver, organização criminosa e corrupção de menores. A 6ª Vara do Júri recebeu a denúncia, tornando os três investigados réus no processo.
Partes do corpo foram encontradas em diferentes locais
O caso começou a ser investigado após policiais serem acionados para atender uma ocorrência envolvendo a localização de uma perna humana na região da Vila do Mar, na Barra do Ceará. Quatro dias depois, outra perna foi encontrada em uma área próxima.
Na sequência, outras partes do corpo, incluindo tórax, braços, mãos e pés, foram localizadas em diferentes pontos de Fortaleza. Exames periciais identificaram o cadáver como sendo de Jonaty, que estava desaparecido havia alguns dias.
De acordo com a Perícia Forense, a vítima morreu em decorrência de choque hipovolêmico provocado pelo esquartejamento. A investigação também apontou que o homem sofreu golpes de faca durante o ataque.
Celular da vítima ajudou a polícia
Um dos elementos que contribuíram para o avanço das investigações foi o celular da vítima. Após o crime, o aparelho teria permanecido com pessoas envolvidas na ação e posteriormente foi vendido.
A Polícia chegou até um homem que afirmou ter comprado o telefone por R$ 150 em uma feira de Fortaleza. Com o avanço das diligências, os investigadores apontaram que ele teria participação no crime.
Investigação aponta possível “tribunal do crime”
Segundo o Ministério Público, o assassinato teria sido determinado após integrantes da facção tomarem conhecimento de acusações envolvendo a vítima e supostos relacionamentos com adolescentes.
Um adolescente ouvido durante a investigação apresentou informações sobre o crime e apontou a participação de Carlos Adson Tavares da Silva, conhecido como “Batata”. Também foram denunciadas Marília Kauane Gomes e Francisca Kailane Ferreira de Moura.
Conforme a investigação, a vítima teria sido atraída para um encontro sob o pretexto de entregar uma pizza. No local, teria sido rendida e posteriormente atacada.
A Polícia Civil trabalha com a hipótese de que o crime esteja relacionado a uma espécie de “tribunal do crime”, com participação de integrantes do Comando Vermelho. As investigações continuam para esclarecer a participação de outras pessoas.
Três suspeitos viram réus
O Ministério Público denunciou os três suspeitos por homicídio qualificado, ocultação de cadáver, organização criminosa e corrupção de menores. A Justiça recebeu a denúncia e os envolvidos passaram à condição de réus.
As defesas de Carlos Adson e Francisca Kailane afirmaram acreditar na inocência dos acusados e disseram que os fatos serão esclarecidos durante o processo. A defesa de Marília Kauane não foi localizada.