O computador da psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, foi acessado pela polícia inglesa nesta segunda-feira (16), com o auxílio de senhas fornecidas pela família. A informação foi confirmada por familiares e amigos que acompanham as investigações conduzidas pela Polícia de Essex.
O equipamento havia sido localizado no último sábado (14), na cidade litorânea de Brightlingsea, região por onde a brasileira passou após sair da Universidade de Essex no dia do desaparecimento. As autoridades confirmaram que o notebook pertence à psicóloga.
Segundo os familiares, a análise do dispositivo pode ajudar a reconstruir os últimos passos de Vitória, além de indicar possíveis contatos, deslocamentos ou atividades realizadas antes do sumiço.
Justiça autoriza quebra de sigilo
Na última sexta-feira (13), a Justiça do Ceará autorizou a quebra dos sigilos bancário e telefônico da brasileira, após pedido da família. O Ministério Público do Ceará (MPCE) emitiu parecer favorável à solicitação antes da decisão judicial.
A medida busca ampliar o acesso a informações que possam contribuir com o andamento das investigações, especialmente em relação a movimentações financeiras e registros de comunicação.
14 dias de buscas
A polícia britânica também lançou, nesta segunda-feira (16), um portal oficial com informações sobre o caso e um formulário para recebimento de denúncias.
Por meio da plataforma, qualquer pessoa pode informar se viu Vitória após o desaparecimento, registrado por volta das 13h44 (horário local) do dia 3 de março, ou indicar possíveis pistas sobre seu paradeiro.
Atualmente, as buscas estão concentradas nas regiões de Brightlingsea e Bradwell-on-Sea, onde há relatos ainda não confirmados de possíveis avistamentos da brasileira.
Relembre o caso
O desaparecimento de Vitória Barreto tem mobilizado autoridades, familiares, voluntários e a comunidade internacional. As investigações indicam que, após sair da Universidade de Essex, ela utilizou ao menos um ônibus e duas embarcações.
Natural de Fortaleza, Vitória estava fora do Brasil desde janeiro, quando participou de um congresso e cursos no Marrocos. Em seguida, seguiu para a Inglaterra, onde pretendia participar de atividades acadêmicas e buscar oportunidades para um doutorado.
Ela estava hospedada na casa de uma amiga brasileira, Liliane, com quem desenvolvia um projeto de pesquisa na Universidade de Essex, em Colchester, a cerca de 90 quilômetros de Londres.
No dia do desaparecimento, Vitória almoçou com a amiga nas proximidades da universidade. As duas haviam combinado de se reencontrar no fim da tarde, mas a psicóloga não retornou.
Segundo Liliane, Vitória demonstrava não estar bem nos dias anteriores ao desaparecimento. O caso foi comunicado à Polícia de Essex no dia 4 de março. Desde então, a mãe e o namorado da brasileira estão na Inglaterra acompanhando as investigações.