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Personal trainer, preso por matar homem, alega não lembrar: 'Memória prejudicada'

Rafael Evangelista Monteiro passou por audiência de custódia na Justiça Estadual e teve a prisão em flagrante convertida em prisão preventiva

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  • Personal trainer de 36 anos foi preso em Cascavel por suspeita de matar homem com golpes de canivete na madrugada de segunda-feira.
  • Rafael afirma estar sob efeito de álcool e cocaína, com memória prejudicada e não se lembra da motivação do crime.
  • Acusado já tinha histórico de uso de entorpecentes e foi conduzido à delegacia após se entregar à polícia na tarde do mesmo dia.
  • Na praia da Caponga, Rafael foi convidado a participar do grupo, mas precisou pagar R$ 10 para uma mulher antes de ir junto.
  • Vítima teria reagido aos golpes de canivete, ferindo o suspeito, que fugiu após a altercação e acabou matando o homem.
Rafael Evangelista Monteiro, conhecido como "Toy Personal", foi preso por suspeita de matar homem | Foto: Instagram/ Reprodução
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Um personal trainer de 36 anos foi preso em flagrante em Cascavel, na Região Metropolitana de Fortaleza, por suspeita de matar um homem de 31 anos com golpes de canivete na madrugada de segunda-feira (3). O suspeito chegou a fugir, mas decidiu se entregar à polícia durante a tarde do mesmo dia.

Rafael Evangelista Monteiro afirmou que estava sob efeito de álcool e cocaína e, por isso, tem a memória “prejudicada” e não se lembra de detalhes do ocorrido ou de eventual motivação.

Segundo nota da Polícia Militar do Ceará, o suspeito já respondia anteriormente por “uso de entorpecentes”. Ele foi conduzido à Delegacia de Polícia Civil de Cascavel e autuado por homicídio.

Na tarde desta terça-feira (4), o Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE) informou à reportagem que que Rafael teve a prisão preventiva decretada durante audiência de custódia realizada pelo 7º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias, com sede em Maracanaú.

ACOLHIMENTO POR GRUPO DA VÍTIMA E USO DE DROGAS

No depoimento, Rafael detalhou que foi para a Praia da Caponga na noite do domingo (2) para “curtir” e encontrou um grupo onde estava a vítima, Luiz Thiago da Silva Cordeiro. O personal afirmou que estava sozinho, sem celular e sem dinheiro, quando ouviu o grupo se preparando para ir à praia do Balbino.

Rafael, então, afirmou que pediu para ir junto, mas foi informado que precisaria pagar R$ 10 para uma mulher identificada como “Loura”. Ele propôs enviar um pix depois, já que estava sem cédulas e aparelho celular, o que foi aceito.

Ao chegarem à praia, foram até uma residência não identificada onde houve uso de cocaína por parte de outros presentes e do personal trainer, que também bebia. No momento em que Thiago teria saído para também utilizar o entorpecente, Rafael afirma ter o acompanhado.

VÍTIMA TERIA REAGIDO AOS GOLPES DE CANIVETE

Segundo o depoimento, é a partir deste momento que o suspeito diz não se recordar de detalhes do restante da noite por conta do uso de álcool e drogas. Ele confirmou à polícia que portava um canivete pequeno e que, “quando tomou conta de si”, estava golpeando Thiago com a arma branca.

Apesar de lapsos de memória, Rafael compartilhou em depoimento que a vítima chegou a pegar o canivete dele e feri-lo na mão e na perna. O personal trainer teria fugido do local após o fim da altercação que terminou com a morte de Thiago.

Finalmente, o suspeito afirmou que, na tarde da segunda (3), decidiu ir para a casa da tia, na localidade de Riacho Fundo, e pediu a ela para contactar a polícia e informar sobre o crime.

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