A psicóloga cearense Vitória Figueiredo Barreto, de 30 anos, está desaparecida há cerca de uma semana na Inglaterra. Ela foi vista pela última vez na terça-feira (3), após sair da Universidade de Essex, localizada a cerca de 90 quilômetros de Londres.
De acordo com a polícia britânica, Vitória foi vista pela última vez quando pegou um ônibus por volta das 13h, saindo da cidade de Wivenhoe, onde fica a Universidade de Essex.
Cerca de 30 minutos depois, ela desembarcou na cidade litorânea de Brightlingsea, no condado de Essex. Investigadores acreditam que a psicóloga pode ter circulado pela área do porto de Brightlingsea ainda na noite do mesmo dia.
A superintendente Anna Granger, responsável pelo caso, afirmou que as autoridades seguem intensificando as buscas.
“Vitória está desaparecida há quase uma semana e, a cada dia que passa, nossa preocupação aumenta”, afirmou a policial em comunicado divulgado pela Polícia de Essex nesta segunda-feira (9).
Polícia pede ajuda da população
A polícia britânica pede que moradores e comerciantes da região de Brightlingsea verifiquem imagens de câmeras de segurança de residências, veículos e estabelecimentos.
No momento do desaparecimento, Vitória usava:
- casaco escuro
- blusa azul de gola alta
- calça jeans azul-clara
- tênis pretos
Ela também carregava uma bolsa com a frase “People Over Profit” (“pessoas acima do lucro”, em tradução livre).
Entre as ações realizadas até agora estão buscas porta a porta, análise de imagens e contato com familiares e amigos da brasileira.
Buscas incluíram operação no mar
Em um perfil criado no Instagram para apoiar as buscas, uma amiga da psicóloga afirmou que a polícia realizou, no último domingo (8), uma operação no mar com drones.
Segundo o relato, a conclusão preliminar das autoridades indicaria que Vitória não estaria no mar, embora as investigações continuem.
Familiares e amigos seguem sem notícias
Sem informações sobre o paradeiro da brasileira, familiares e amigos defendem que a quebra do sigilo bancário possa ajudar a identificar movimentações em cartões de crédito e reconstruir os últimos passos de Vitória.
A psicóloga está fora do Brasil desde janeiro. Antes de ir à Inglaterra, ela participou de um congresso no Marrocos, representando o Brasil pelo Instituto Quatro Varas.
Desde o início de março, Vitória estava hospedada em Southend, na casa de uma amiga e professora da Universidade de Essex. No dia do desaparecimento, ela havia almoçado com essa amiga e deveria se reencontrar com ela no final da tarde.
No entanto, não compareceu ao encontro e deixou de responder às mensagens. A família também perdeu contato com Vitória ainda na terça-feira (3).
Alerta de emergência levanta suspeitas
Fernanda Silvestre, psicóloga e amiga que divide moradia com Vitória em Fortaleza, relatou que recebeu um alerta de emergência enviado pelo celular da brasileira no dia do desaparecimento.
Segundo ela, os celulares das duas estavam emparelhados, o que permitiu o envio automático da localização.
“O último sinal de localização do iPhone dela indicou uma posição no mar, o que levanta uma preocupação muito grande de possível sequestro relacionado a tráfico humano”, afirmou.
A amiga também defende que as buscas sejam ampliadas para outros portos da Europa, considerando essa possibilidade.
Trajetória profissional
Vitória Figueiredo Barreto tem uma trajetória consolidada na área da psicologia e atuação internacional.
Ela é formada em Psicologia Integrativa pela Universidade de Fortaleza (Unifor) e possui especializações em Terapia Familiar Sistêmica e Constelação, pelo Instituto Militão. Também atua como capelã pela CETEB.
A psicóloga é instrutora certificada e professora de Terapia Comunitária Integrativa (TCI) e de Técnicas de Resgate da Autoestima (TRA) pelo MISMEC 4 Varas, conduzindo capacitações reconhecidas no Brasil, América Latina, Estados Unidos e Europa.
Além disso, atua como consultora da Organização Mundial da Saúde (OMS) na sistematização da TCI em parceria com um centro em Lima, no Peru.
Itamaraty acompanha o caso
O Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) informou, em nota divulgada no dia 5 de março, que acompanha o desaparecimento da brasileira por meio do Consulado-Geral do Brasil em Londres.
Segundo o órgão, o consulado mantém contato com autoridades britânicas e com familiares de Vitória, prestando assistência consular.
Por questões de privacidade, o ministério afirmou que não divulga detalhes sobre casos individuais envolvendo brasileiros no exterior.