SEÇÕES

Caso Isabelle Caracristi: João Munhoz é indiciado por violência psicológica e fraude

Defesa alega que suspeito sempre colaborou com investigações e nega tentativa de obstruir justiça

Ver Resumo ▼
  • João Munhoz Neto foi indiciado por violência psicológica e fraude processual após a morte de Isabelle Caracristi em Fortaleza.
  • A Polícia Civil concluiu o inquérito em 30 de setembro, apontando a morte como precipitação voluntária.
  • Testemunhas afirmam que João mantinha um relacionamento controlador e buscava isolar Isabelle.
  • A defesa alega que João colaborou com as investigações e nega tentativa de obstruir a justiça.
  • João foi preso em setembro de 2026 e liberado com medidas cautelares, incluindo tornozeleira eletrônica.
João Munhoz Neto e Isabella Caracristi | Foto: Reprodução
Siga-nos no

João Munhoz Neto foi indiciado por violência psicológica e fraude processual no caso da morte da estudante de direito Isabelle Caracristi encontrada já sem vida no pátio do condomínio onde morava com João em 13 de setembro de 2026 em Fortaleza, no Ceará.  

Ele foi preso no dia 22 de setembro e deixou a prisão no último dia 1º, com medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.

CONCLUSÃO DE INQUÉRITO 

A Polícia Civil concluiu o inquérito da morte de Isabelle em 30 de setembro tendo sido realizado 17 laudos periciais. De acordo com o relatório, a morte da jovem aconteceu uma precipitação voluntária. 

Testemunhas relataram que Isabelle e João mantinham um relacionamento controlador, já que o namorado da vítima buscava fazer com que ela ficasse isolada e restrita em suas ações. 

O indiciamento por obstrução de Justiça ocorre no contexto de que o suspeito teria tentado localizar e sumir com o celular da vítima. João teria  vasculhando lixeiras do prédio com a ajuda do porteiro, além de pedir para que a família da vítima não tivesse acesso ao condomínio na noite do ocorrido.

O QUE DIZ A DEFESA

A defesa alega que o cliente não teria tentado obstruir a investigação. "Nosso cliente sempre cooperou integralmente com as investigações. João disponibilizou o telefone de seu irmão para a polícia e a perícia no dia do fato", afirmou.

Já sobre o indiciamento por violência psicológica, a defesa se posicionou em desfavor.   

 Nosso cliente sempre tratou Isabelle com carinho e afeto. Como um relacionamento tão breve, de apenas cerca de 30 dias, poderia ter gerado o quadro que estão alegando? Acreditamos que há uma tentativa de transferir para o nosso cliente problemas e questões que ela muito provavelmente já vivia anteriormente, diz um trecho da nota.

João Munhoz chegou a ser detido após a Polícia Civil apontá-lo como suspeita de ter cometido indução ao suicídio, mas esse crime não aparece no indiciamento.

Tópicos

VER COMENTÁRIOS

Carregue mais
Veja Também
ACESSE NOSSO
CANAL NO ZAP