A psicóloga brasileira Vitória Figueiredo Barreto está desaparecida na Inglaterra há mais de 40 dias. O último contato com familiares e amigos ocorreu no dia 3 de março. Desde então, não há informações concretas sobre seu paradeiro.
As buscas físicas foram encerradas pela Polícia de Essex, que também não divulgou novas evidências nas últimas duas semanas. Apesar disso, familiares e pessoas próximas seguem mobilizados em busca de pistas.
Na última semana, a mãe de Vitória retornou ao Brasil. Já o namorado da psicóloga permanece no Reino Unido, onde deve continuar por mais duas semanas, segundo Liliane Silva, professora que hospedava a brasileira antes do desaparecimento.
De acordo com Liliane, a polícia informou que parte dos dados bancários de Vitória já foi analisada, mas, até o momento, não houve indícios relevantes para o avanço das investigações.
“Os dados ainda estão chegando, mas os que já chegaram não mostram nenhuma movimentação além de transações automáticas”, afirmou a professora.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Liliane também relatou que dois corpos foram encontrados no mar durante o período de buscas, mas os casos não têm relação com o desaparecimento da brasileira.
Segundo ela, o fato de Vitória não ter sido localizada na água mantém a esperança de que tenha conseguido chegar à terra firme após uma possível travessia de barco. Com isso, a psicóloga pode estar em qualquer região do país.
“Apesar de estarmos mais quietos por falta de novas evidências, a busca não parou”, destacou.
Além de aguardar novas informações oficiais, amigos e o namorado de Vitória continuam indo até a região de Bradwell-on-Sea para conversar com moradores e tentar obter novas pistas.
Desaparecimento
No dia 3 de março, Vitória saiu do campus da Universidade de Essex, em Colchester, a cerca de 90 quilômetros de Londres. Ela foi vista embarcando em um ônibus com destino à cidade de Brightlingsea.
Os últimos registros confirmados mostram a brasileira nas proximidades da marina da cidade, na madrugada do dia 4 de março.
Uma das hipóteses investigadas pela polícia é que Vitória tenha utilizado uma embarcação encontrada à deriva no dia seguinte, próxima à costa de Bradwell-on-Sea. Até o momento, não há outros relatos confirmados de avistamento.
No último comunicado oficial, divulgado em 1º de abril, investigadores apresentaram novas imagens captadas por câmeras de segurança na região de Brightlingsea, indicando dois momentos específicos:
- Por volta das 14h35 de 3 de março, quando Vitória atravessou uma área rural em Hurst Green;
- Às 0h22 de 4 de março, quando foi vista em uma área industrial próxima à Copperas Road — este é o último registro conhecido.
Relembre o caso
Natural de Fortaleza, Vitória estava fora do Brasil desde janeiro, após participar de um congresso e cursos no Marrocos. Em seguida, seguiu para a Inglaterra, onde pretendia desenvolver atividades acadêmicas e buscar oportunidades de doutorado.
Desde o início de março, estava hospedada na casa de uma amiga brasileira, com quem desenvolvia um projeto de pesquisa na Universidade de Essex.
No dia do desaparecimento, Vitória almoçou com a amiga e deveria reencontrá-la no fim da tarde, o que não aconteceu.
Dias depois, a Polícia de Essex realizou buscas terrestres, marítimas e coletou depoimentos. Em 20 de março, as operações foram oficialmente encerradas.
A mãe da psicóloga relatou que, na última ligação, a filha aparentava estar nervosa e sob forte estresse.
“No telefone, ela disse que estava muito cansada, muito estressada. Em determinado momento, falou: ‘Mãe, eu preciso ir agora’. E desligou”, contou.
No fim de março, a família iniciou uma campanha nas redes sociais para arrecadar recursos, com o objetivo de custear a permanência no Reino Unido e contratar um detetive particular.