- Baleia-jubarte de 13 metros encalhou na Praia da Redonda, em Icapuí, no Ceará, na sexta-feira (18).
- Aquasis mobilizou equipe para coletar amostras e investigar causas da morte do animal.
- Remoção da baleia exige maquinário especializado e depende de condições ambientais e da maré.
- ONG orienta população a não se aproximar da carcaça e a não tocar no animal.
- Encalhe está relacionado à temporada reprodutiva da espécie, que ocorre entre julho e novembro.
Uma baleia-jubarte de aproximadamente 13 metros encalhou na Praia da Redonda, no município de Icapuí, no litoral leste do Ceará, na manhã desta sexta-feira (18). O animal, um macho adulto, havia sido avistado por moradores na tarde de quinta-feira (17), quando estava à deriva a cerca de 3 quilômetros da costa.
Aquasis mobiliza equipe para atendimento
Após ser informada por moradores, a ONG Aquasis conseguiu visualizar o animal a partir das falésias próximas à praia. Naquele momento, a orientação era não realizar intervenção, a menos que a carcaça chegasse à faixa de areia.
Com o encalhe nesta sexta-feira, a equipe foi mobilizada para coletar amostras biológicas, investigar possíveis causas da morte e orientar os órgãos públicos sobre os procedimentos necessários para o enterro.
Segundo a organização, a remoção da baleia exige maquinário apropriado e depende das condições da maré, do local e de fatores ambientais. A Aquasis informou que espera contar com o apoio da Prefeitura de Icapuí para disponibilizar os equipamentos necessários.
Operação pode durar mais de um dia
De acordo com a ONG, a remoção e o enterro de um animal desse porte são operações complexas e podem levar mais de um dia para serem concluídos. O procedimento é realizado pela Aquasis em casos de encalhe de mamíferos marinhos no Ceará. Para animais de grande porte, a organização pode solicitar apoio das prefeituras para disponibilização de equipamentos de remoção.
ONG orienta população a não se aproximar
A Aquasis orienta que a população não se aproxime da carcaça, não suba sobre o animal, não toque nele e não retire partes do corpo. Segundo a organização, mamíferos marinhos em processo de decomposição podem transmitir doenças aos seres humanos.
A ONG informou que já registrou 35 encalhes de baleias de barbatana no Ceará. Desse total, 26 foram de baleias-jubarte.
Segundo a Aquasis, os registros estão relacionados à temporada reprodutiva da espécie, que ocorre entre julho e novembro. Nesse período, as jubartes deixam a Antártida e migram para águas mais quentes do litoral brasileiro para reprodução e nascimento de filhotes.