- O Ministério da Saúde anunciou a inclusão de um novo teste genético no SUS para detectar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2.
- O exame identifica alterações genéticas relacionadas ao aumento do risco de desenvolvimento do câncer de mama.
- A tecnologia será oferecida gratuitamente a pacientes acompanhadas pela rede pública de saúde, com prazo de até 180 dias para implementação em todo o país.
- O teste pode ajudar na identificação de mutações hereditárias ligadas à doença e orientar tratamentos mais eficazes.
O Ministério da Saúde anunciou, na quarta-feira (13), a incorporação de um novo teste genético de alta precisão ao Sistema Único de Saúde (SUS) para detectar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, associados ao câncer de mama. A tecnologia será oferecida gratuitamente a pacientes acompanhadas pela rede pública de saúde.
A medida foi oficializada por meio de uma portaria publicada pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, vinculada ao ministério. O documento estabelece prazo de até 180 dias para que o exame passe a ser disponibilizado em todo o país.
A decisão foi baseada em análise da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec), órgão responsável por avaliar novas tecnologias para a rede pública.
Exame identifica mutações ligadas ao câncer
O teste permite identificar alterações genéticas relacionadas ao aumento do risco de desenvolvimento do câncer de mama. Além de auxiliar no diagnóstico e no direcionamento do tratamento, o exame também pode servir de alerta para familiares, já que as mutações podem ser hereditárias.
Pessoas que herdam mutações nesses genes têm entre 60% e 80% mais chances de desenvolver a doença. A identificação precoce da predisposição genética permite adotar estratégias preventivas, como exames de imagem frequentes, ressonâncias magnéticas e, em alguns casos, cirurgias profiláticas.
Tecnologia pode orientar tratamentos mais eficazes
De acordo com a publicação da secretaria, o exame será utilizado em mulheres já diagnosticadas com câncer de mama para detectar mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, responsáveis pela reparação de danos no DNA e pela supressão de tumores.
A presença dessas alterações genéticas também influencia diretamente na escolha do tratamento mais adequado. Alguns medicamentos, como os bloqueadores da enzima PARP, utilizados também em casos de câncer de ovário, são indicados especificamente para tumores relacionados a fatores genéticos.
A expectativa do governo é que a incorporação da tecnologia amplie o diagnóstico precoce e contribua para tratamentos mais personalizados na rede pública de saúde.