Para entender melhor o fenômeno, os pesquisadores analisaram o comportamento de dois hormônios importantes: insulina e cortisol.
A insulina é responsável por transportar a glicose do sangue para dentro das células, onde ela pode ser usada como energia ou armazenada. Esse processo geralmente leva cerca de três horas, dependendo da quantidade e do tipo de alimento ingerido.
Já o cortisol segue o ritmo do relógio biológico e costuma atingir níveis mais altos durante a madrugada. Ele participa de mecanismos que ajudam o corpo a mobilizar energia durante o período de descanso.
No entanto, para que esse ciclo funcione bem, é necessário que a insulina já tenha concluído sua ação. Quando o jantar acontece muito tarde e a pessoa dorme logo em seguida, a insulina ainda está ativa durante boa parte da noite. Isso pode interferir no equilíbrio metabólico noturno e favorecer o acúmulo de gordura ao longo do tempo.
Por esse motivo, muitos especialistas recomendam que a última refeição do dia aconteça algumas horas antes de dormir, geralmente por volta das 18h ou 19h.