Saiba qual a doença que afeta milhões de mulheres, demora para ser descoberta e não tem cura
- Diagnóstico
Cerca de 10% das mulheres em idade fértil convivem com o problema globalmente. No Brasil, estimativas do Ministério da Saúde apontam uma prevalência entre 5% e 15%.
- Diagnóstico
Outro grande obstáculo é o diagnóstico. Apesar de a videolaparoscopia com biópsia ser considerada o padrão-ouro, trata-se de um método invasivo. Exames de imagem, como ultrassonografia especializada e ressonância magnética, têm ampliado a capacidade de identificação da doença, especialmente nos casos mais profundos.
Além da dor física, os impactos emocionais e sociais são significativos. Estudos associam a condição a maior prevalência de ansiedade, depressão e estresse crônico, além de perdas econômicas relacionadas à queda de produtividade. “Falta investimento em campanhas públicas que ajudem as mulheres a entender que dor intensa não é normal”, defende Quintairos.
Enquanto isso, novas frentes de pesquisa buscam alternativas mais eficazes, incluindo medicamentos mais seletivos, terapias antifibróticas e o uso de inteligência artificial para diagnóstico precoce.