Saiba qual a doença que afeta milhões de mulheres, demora para ser descoberta e não tem cura
- Doença
Cerca de 10% das mulheres em idade fértil convivem com o problema globalmente. No Brasil, estimativas do Ministério da Saúde apontam uma prevalência entre 5% e 15%.
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A doença se caracteriza pela presença de tecido semelhante ao endométrio fora da cavidade uterina, podendo atingir ovários, tubas uterinas, intestino e peritônio. Assim como o endométrio, essas células respondem ao ciclo hormonal menstrual, crescendo e sangrando. A diferença é que, fora do útero, o sangue não tem por onde ser eliminado, provocando inflamação, aderências e dor persistente.
Embora seja classificada como benigna, a condição tem caráter crônico e recidivante. Não existe, até o momento, um tratamento capaz de eliminar definitivamente as lesões e impedir que retornem. “É uma doença que depende de mecanismos genéticos que a fazem persistir no corpo da mulher”, explica o ginecologista Rubens Paulo Gonçalves Filho, especialista no tema pelo Hospital Israelita Albert Einstein.