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Revolução no Parkinson: tecnologia que reduz tremores em até 70% chega ao Brasil

Estima-se que uma parcela significativa da população idosa sofra com essas condições de forma severa

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  • Doença de Parkinson afeta parcela significativa da população idosa.
  • Tecnologia HIFU oferece alternativa menos agressiva à cirurgia DBS.
  • HIFU utiliza ondas de ultrassom para modular áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos involuntários.
  • Procedimento é rápido, indolor e permite alta hospitalar no mesmo dia.
Revolução no Parkinson | Foto: Reprodução
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Para quem convive com o tremor essencial ou com a doença de Parkinson, o maior desafio costuma estar nos detalhes do cotidiano. Tarefas simples, como segurar um copo de água ou assinar um documento, transformam-se em barreiras quase intransponíveis. 

Estima-se que uma parcela significativa da população idosa sofra com essas condições de forma severa. Até recentemente, quando os medicamentos deixavam de fazer efeito, a única alternativa era a cirurgia de Estimulação Cerebral Profunda (DBS) — um procedimento complexo que exige a implantação de eletrodos dentro do cérebro.

Esse cenário, no entanto, começa a mudar com a chegada do Ultrassom Focal de Alta Intensidade (HIFU), uma alternativa significativamente menos agressiva que começa a ganhar espaço na medicina.

Como funciona a tecnologia

O método utiliza ondas de ultrassom altamente concentradas para atingir e modular, com precisão milimétrica, as áreas cerebrais responsáveis pelos movimentos involuntários. O procedimento é rápido e os resultados podem ser percebidos de forma imediata:

  • Precisão em tempo real: O paciente permanece acordado durante todo o processo, posicionado dentro de um aparelho de ressonância magnética. Isso permite que a equipe médica monitore o cérebro e os reflexos do paciente a cada etapa.

  • Sem cortes ou anestesia geral: Utilizando um equipamento que se assemelha a um capacete com emissores de ultrassom, o procedimento é totalmente indolor e dura cerca de 1h30.

  • Recuperação imediata: Por não ser invasivo, o tratamento possibilita que o paciente receba alta hospitalar no mesmo dia, com uma redução de até 70% nos tremores.

Efeitos colaterais e segurança Embora represente um avanço revolucionário, o HIFU não é isento de riscos. Alguns pacientes podem apresentar efeitos colaterais leves e temporários, como dores de cabeça, dormência ou perda momentânea de equilíbrio.

Especialistas reforçam que a tecnologia não anula a necessidade de uma avaliação médica criteriosa e individualizada para determinar se o paciente está apto a realizar o procedimento.

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