A distribuição das refeições também pode influenciar a sensação de fome ao longo do dia. Pessoas que passam muitas horas com pouca alimentação podem chegar ao período noturno com uma fome mais intensa.
Nessa situação, o jantar pode acabar sendo maior, acompanhado de sobremesas, lanches ou outros alimentos consumidos ao longo da noite. Esse padrão pode dificultar a organização da alimentação, especialmente quando se torna frequente.
A pesquisa não indica que todos devam seguir um mesmo número de refeições ou estabelecer um horário rígido para comer. As necessidades variam conforme a rotina, o nível de atividade física, o sono e as características individuais.
O principal ponto é evitar interpretar o relógio como substituto da qualidade e da quantidade da alimentação. Uma refeição de 800 calorias não deixa de ter esse valor energético simplesmente por ser consumida pela manhã.
O que os resultados ajudam a mostrar é que o organismo não funciona exatamente da mesma maneira durante todo o dia. Hormônios, temperatura corporal, fome e gasto energético acompanham ritmos biológicos que podem ser considerados na organização de uma rotina alimentar.