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Pesquisa aponta os hábitos que mais aumentam o risco de infarto e AVC - Entenda

Pesquisa mostra que fatores modificáveis respondem por cerca de 70% dos eventos cardiovasculares e reforça a importância da prevenção - Entenda

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Mesmo com os avanços da medicina e a disponibilidade de tratamentos eficazes, a prevenção de novos eventos cardiovasculares ainda enfrenta desafios importantes. Dados do estudo PURE mostram que muitos pacientes deixam de receber ou utilizar terapias capazes de reduzir significativamente o risco de um novo infarto ou acidente vascular cerebral (AVC), comprometendo a eficácia do tratamento a longo prazo.

A chamada prevenção secundária reúne medidas adotadas após um evento cardiovascular para evitar novas complicações. Ela inclui mudanças no estilo de vida, acompanhamento médico regular e o uso contínuo de medicamentos prescritos. Essas estratégias já demonstraram benefícios importantes na redução da mortalidade e de novos episódios da doença.

Apesar das evidências científicas, a adesão ao tratamento ainda está abaixo do esperado em diversos países, incluindo o Brasil. Esse cenário preocupa especialistas, já que muitos dos fatores responsáveis pelas doenças cardiovasculares podem ser controlados com acompanhamento adequado e mudanças de comportamento.

Segundo os pesquisadores, o principal desafio atualmente não é descobrir novas formas de prevenção, mas garantir que o conhecimento já disponível seja efetivamente aplicado na prática clínica e incorporado ao cotidiano dos pacientes.

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