Um dos aspectos mais chamativos da craniectomia descompressiva é o destino do osso retirado. Em alguns casos, o fragmento ósseo é colocado temporariamente sob a pele do abdômen do paciente, uma prática que visa manter o osso vivo e protegido contra contaminações.
Depois que a pressão intracraniana diminui e o inchaço cerebral diminui, o fragmento ósseo pode ser recolocado no crânio em uma cirurgia chamada cranioplastia. Alguns hospitais também utilizam o congelamento controlado do osso, mas a preservação abdominal ainda é uma prática válida e eficaz.
Apesar dos riscos envolvidos, a craniectomia descompressiva é considerada uma medida extrema, porém muitas vezes crucial. Em pacientes com pressão intracraniana fora de controle, essa cirurgia pode ser a única chance de sobrevivência. Como conclui o neurocirurgião Victor Hugo Espíndola, “o procedimento não elimina o risco de sequelas, mas, quando bem indicado, o benefício costuma superar os riscos.”