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Palpitação após bebedeira? Descubra o que pode estar por trás, sintomas e riscos

A condição pode estar ligada a síndrome do coração festeiro e representa um risco silencioso à saúde

Síndrome de coração festeiro pode apresentar riscos a saúde | Foto: Reprodução
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O consumo de bebidas alcoólicas já é praticamente uma tradição nas festas de final de ano no Brasil. 

O exagero, no entanto, pode provocar uma ameaça cardíaca silenciosa: a síndrome do coração festeiro, ou holiday heart syndrome, em inglês.

O QUE É A SÍNDROME?

A condição pode ser desencadeada pela ingestão excessiva ou prolongada de bebidas alcoólicas. A síndrome é caracterizada por um descompasso irregular dos batimentos. 

Acontece porque a parte de cima do coração, formada pelos átrios, fica eletricamente desorganizada e trêmula, enquanto a porção debaixo do órgão, composta pelos ventrículos, passa a funcionar de maneira irregular.

SINTOMAS 

Os sintomas, especificamente a palpitação, podem aparecer em momentos de embriaguez ou até em algumas horas após a bebedeira.

Os efeitos também são acompanhados de cansaço e até falta de ar. "Não é apenas um drinque que leva à síndrome. Para ela ocorrer, o indivíduo precisa realmente apresentar um nível de embriaguez muito elevado", explica o cardiologista Guilherme Drummond Fenelon Costa, do Einstein Hospital Israelita.

RISCO SILENCIOSO

Os sintomas tendem a desaparecer após uma boa hidratação e observação dos sintomas. No entanto, é aí que se encontra o perigo. Por desaparecer em até 48h, as pessoas em geral não levam a questão a sério.

Só que a falta de uma investigação para identificar se a arritmia já existia ou se foi apenas um episódio decorrente da intoxicação alcoólica não elimina o risco de reincidência da fibrilação atrial. 

O pesquisador da Universidade de Oxford, Solano Velasquez, alerta para os perigos do consumo exagerado de álcool mesmo entre os mais jovens.

Mesmo em jovens saudáveis, a ingestão aguda de álcool produziu alterações no sistema nervoso autônomo, que controla o coração, além de oscilação do intervalo entre os batimentos, aumento da frequência cardíaca e batimentos prematuros", afirmou o cardiologista.

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