Nem dieta, nem remédios: o segredo para viver mais pode estar onde ninguém imaginava
- Diversidade genética
O genoma de supercentenários brasileiros abriga variantes genéticas raras, capazes de explicar por que algumas pessoas conseguem envelhecer com saúde mesmo sem acesso a dietas sofisticadas ou medicina avançada.
- Diversidade genética
Desde a colonização portuguesa, passando pela migração forçada de milhões de africanos escravizados e pelas ondas de imigração europeia e japonesa, o país formou o que os cientistas descrevem como a maior diversidade genética do mundo. Estudos indicam que cerca de 70% da população brasileira é miscigenada, com variações regionais significativas.
Com aproximadamente 37 mil centenários, segundo o IBGE, o Brasil também se destaca em números absolutos. Três dos dez supercentenários do sexo masculino mais longevos do mundo, com idade comprovada, são brasileiros — incluindo o homem mais velho vivo, nascido em 1912. O dado chama atenção porque a longevidade extrema masculina é rara, devido a maior risco cardiovascular e doenças crônicas.
Entre as mulheres, o país também se sobressai. Brasileiras figuram entre as 15 mais longevas do planeta, superando nações mais ricas e populosas, segundo dados da LongeviQuest, empresa especializada na validação de idades extremas.