Maçã pode ajudar no controle do colesterol e da glicemia, apontam especialistas
- Força da pectina
Rica em fibras e antioxidantes, fruta pode fazer parte de uma alimentação equilibrada e contribuir para a saúde metabólica e cardiovascular
- Força da pectina
A pectina é uma fibra solúvel encontrada em boas quantidades na maçã e é um dos componentes responsáveis por parte dos efeitos metabólicos atribuídos à fruta. Ao entrar em contato com a água no sistema digestivo, esse tipo de fibra pode formar uma substância semelhante a um gel.
Esse processo pode tornar a digestão mais lenta e interferir na absorção de alguns nutrientes. No caso dos carboidratos, a presença de fibras pode contribuir para uma liberação mais gradual da glicose na circulação, evitando elevações muito rápidas após a refeição.
A pectina também está relacionada ao metabolismo do colesterol. No intestino, as fibras solúveis podem contribuir para a eliminação de ácidos biliares pelas fezes. Para produzir novos ácidos biliares, o organismo utiliza colesterol, o que participa de um dos mecanismos pelos quais as fibras podem ajudar na regulação desse composto.
Isso não significa, porém, que comer uma maçã ocasionalmente seja suficiente para reduzir o colesterol. Os efeitos relacionados às fibras fazem mais sentido dentro de uma alimentação que contenha regularmente frutas, verduras, legumes, cereais integrais e outras fontes de fibras.
Por isso, incluir a maçã no cardápio pode ser uma escolha simples para aumentar o consumo de fibras. O benefício está menos em um alimento isolado e mais na construção de uma rotina alimentar variada e equilibrada.