A pesquisa analisou dados do Nurse’s Health Study e do Health Professionals Follow-up Study. Esses dois grandes levantamentos norte-americanos acompanham profissionais da saúde há décadas.
No conjunto das informações, homens e mulheres que consumiam cafeína apresentaram, em média, risco 18% menor de demência. Não foi observada associação semelhante com bebidas descafeinadas.
O professor Naveed Sattar, que não participou do estudo, afirmou que conclusões definitivas ainda são complexas. Segundo ele, a cafeína pode ter efeitos diferentes dependendo da dose e do perfil individual.
Os autores reforçam que novos estudos são necessários para confirmar o possível papel protetor do café e do chá. “Não pense no café ou no chá como um escudo mágico”, alertou Zhang, ao defender uma abordagem integrada de hábitos saudáveis.