Durante muitos anos, o Papanicolau foi o principal exame utilizado no rastreamento do câncer do colo do útero. O procedimento analisa células retiradas do colo uterino e pode identificar alterações que antecedem o desenvolvimento do câncer.
No Brasil, porém, as diretrizes de rastreamento estão passando por mudanças. O Ministério da Saúde adotou o teste molecular para identificar o DNA do HPV de alto risco como método primário de rastreamento. A implantação está sendo realizada de forma gradual no Sistema Único de Saúde (SUS).
O rastreamento é indicado para mulheres e outras pessoas com colo do útero entre 25 e 64 anos que já tenham iniciado a vida sexual. Quando o teste de DNA-HPV apresenta resultado negativo, a recomendação é repetir o exame após cinco anos, conforme as novas diretrizes.
“O teste de DNA-HPV permite identificar a presença de tipos de HPV associados ao desenvolvimento do câncer antes que necessariamente exista uma alteração celular detectável. Isso amplia a possibilidade de atuar mais cedo”, afirma Diocésio.
A expectativa do Ministério da Saúde é que o teste molecular esteja disponível em toda a rede pública brasileira até dezembro de 2026. Durante o período de implantação, o Papanicolau continua sendo utilizado conforme a disponibilidade e os protocolos adotados pelos serviços de saúde.