- Brasil amplia vacinação contra poliomielite a partir de 3 de agosto de 2026.
- Crianças menores de cinco anos passarão a receber segunda dose de reforço aos 4 anos.
- Vacina inativada (VIP) será aplicada gratuitamente pelo SUS, substituindo a vacina oral.
- País mantém certificação internacional de eliminação do poliovírus nas Américas.
- Altas coberturas vacinais são essenciais para evitar reintrodução do vírus no Brasil.
A partir de 3 de agosto de 2026, o esquema de vacinação contra a poliomielite no Brasil será ampliado. Crianças menores de cinco anos passarão a receber uma segunda dose de reforço aos 4 anos de idade, totalizando cinco doses da vacina contra a doença, todas aplicadas por meio da vacina inativada (VIP), disponibilizada gratuitamente pelo SUS.
Com a mudança, o calendário vacinal contra a pólio ficará da seguinte forma:
- 1ª dose: aos 2 meses;
- 2ª dose: aos 4 meses;
- 3ª dose: aos 6 meses;
- 1º reforço: aos 15 meses;
- 2º reforço: aos 4 anos de idade.
A atualização faz parte da estratégia do Ministério da Saúde para ampliar a proteção das crianças e manter o Brasil livre da circulação do poliovírus. O país não registra casos da doença desde 1989 e, desde 1994, possui certificação internacional que atesta a eliminação da circulação do vírus nas Américas.
Outra mudança importante é que a antiga vacina oral, conhecida popularmente como "gotinha", deixou de fazer parte do calendário nacional. Desde novembro de 2024, o SUS utiliza exclusivamente a vacina inativada contra a poliomielite, aplicada por injeção. O imunizante contém o vírus inativado, não sendo capaz de causar a doença ou sofrer mutações que possam torná-lo infeccioso.
Especialistas destacam que manter a vacinação em dia é fundamental não apenas para a proteção individual das crianças, mas também para evitar a reintrodução do poliovírus no país, especialmente diante da circulação da doença em algumas regiões do mundo. Altas coberturas vacinais continuam sendo a principal ferramenta para impedir novos casos de poliomielite no Brasil.