Parte da preocupação envolvendo perfumes está relacionada aos ftalatos, um grupo de substâncias químicas que possui diferentes aplicações. Um deles é o ftalato de dietila (DEP), que pode ser utilizado em fragrâncias como solvente e fixador.
Estudos já investigaram possíveis relações entre a exposição a ftalatos e alterações em hormônios da tireoide. Uma revisão publicada em 2024 reuniu 17 estudos com 5.616 crianças e adolescentes e encontrou associações entre a exposição a alguns ftalatos e determinados níveis hormonais.
Os resultados, porém, foram inconsistentes para outros hormônios. Além disso, os estudos avaliaram a exposição a ftalatos provenientes de diferentes fontes e não investigaram especificamente o uso de perfume no pescoço.
Por isso, os resultados não permitem afirmar que borrifar perfume nessa região provoque alterações na tireoide ou cause câncer.