O principal problema está na chamada gordura visceral, que se acumula ao redor dos órgãos internos, como fígado, intestino e pâncreas. Diferentemente da gordura localizada logo abaixo da pele, esse tipo de tecido adiposo possui maior atividade metabólica e está relacionado a diversas alterações no organismo.
Estudos indicam que a gordura visceral contribui para processos inflamatórios, resistência à insulina, aumento da pressão arterial e alterações nos níveis de colesterol. Como consequência, o risco de doenças cardiovasculares e diabetes tipo 2 tende a aumentar.
Embora pesquisas anteriores já tenham relacionado a circunferência abdominal ao surgimento de doenças crônicas, o diferencial do estudo foi demonstrar que esse acúmulo de gordura também pode influenciar diretamente a mortalidade.