A Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace) manterá a posição de alerta para o risco de aparecimento de novas manchas de óleo no litoral, nos meses de dezembro a março. A decisão foi anunciada pelo superintendente, Carlos Alberto Mendes, nesta terça-feira (3), ao final do período de 15 dias sem o registro de óleo no mar ou nas praias do estado. Foi o maior espaço de tempo verificado, desde o avistamento da primeira mancha, em Fortaleza, no dia 5 de setembro.
A medida foi fundamentada por um estudo realizado pela gerência de Análise e Monitoramento da Semace. O levantamento aponta maior frequência do fenômeno de ondas conhecido como swell, na área do Oceano Atlântico que corresponde ao Nordeste, nesta época do ano. O swell se caracteriza por ondas que se formam em alto mar, em decorrência de tempestades, e que acumulam muita energia, o suficiente para remover possíveis blocos de óleo submersos rumo à costa.
De acordo com o estudo, as ondas podem ultrapassar os três metros de altura. “Pesquisamos a série histórica dessas ondas de swell e percebemos que elas se concentram entre dezembro e março, com grande probabilidade de ocorrerem já em dezembro”, afirmou o superintendente. “A nossa torcida é de que o pior já tenha passado, mas nós continuamos vigilantes e atuantes, para que, surgindo novas mancha, possamos agir e fazer a coleta o mais rápido possível”, completou
Balanço
Durante os 90 dias do que se chamou crise do óleo, a Semace coletou 22 toneladas de resíduos oleados, em 29 praias de 16 municípios. O resíduo considerado perigoso foi removido do mar e das praias pela Semace, Ibama, Marinha e prefeituras, como parte de um esforço coletivo coordenado pelas secretarias do Meio Ambiente e da Casa Civil. A Semace também transportou com segurança o óleo recolhido, para ser queimado no formo de uma cimenteira autorizada pela autarquia.(Fonte:Portal do Governo do Ceará/Alberto Perdigão - Ascom Semace)
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